segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Autônomo



Me parta em pedaços
Me leve com você,
Me faça o retrato do imaginário que você vê
Dando a graça do sorriso que nasceu
Escondendo o branco do preto
Revelando aquilo que desconheço
Me faça autônomo
Me faça teu.
E assim me guarde o momento
Dos risos teus.

Tão igual a você


Eu sou assim como você me vê
Sou vazia por dentro
Tão igual a você.
Sou assim e não sei se mudarei,
Passo o tempo todo
Fazendo versos,
Revirando palavras em sentimentos
Pra tentar buscar esses sentidos que não sei.
Esta necessidade absurda de querer entender
Talvez até mesmo aquilo que não exista.
Mas insisto em tatuar esta árdua sensação de fim.
Eu sou assim tão igual a você.

Fico aqui pressentindo
Você indo embora
Tão distante, quase sumindo
Então com minhas palavras tão imprecisas
Quanto minha vontade de reagir
Sinto tudo acontecer outra vez.
E mesmo assim olhando nos teus olhos posso dizer
Eu sou assim como você me vê
Eu sou assim totalmente igual a você.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Separados pelo amor




Separados pelo amor
Assim estamos
E cada vez que olho nos teus olhos posso entender
Separados pelo amor,
Mais do que deveria ser.

Ela continua a balançar
Sentindo o vento em seus movimentos
Há um pouco dele,
Na verdade ela é totalmente ele.
De uma maneira que a imaginação não pode desenhar
Separados pelo amor
E ele perdeu o controle
Não sabe mais o que é real
Separados por um sentimento que une,
Que destrói e se refaz
Sem precisar de um silêncio se quer,
A harmonia que a vida rompe
O amor resgata em um olhar
Separados por um amor que se revela sem pensar
Ela continua a balançar
Naquela tarde tão vazia
Talvez fosse noite
Madrugada ou dia,
Mas a Ilusão abraça forte
Perssuação de quem ama,
Ele sabe que seu coração esta em chamas
Em dois cantos diferentes de um mesmo mundo
Se tem um sentimento profundo
E na ausência eles se amam em segredo
Separados pelo amor que une o mesmo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pretenção



Eu queria mesmo era fugir
Desse sentido, que bagunça meus dias
Acho que nem sei mais como me perder
Nesses dias tão monótonos,

em que eu não sou mais eu.

Acho que não sinto amor
Ou deixo-me enganar pelo o que penso.
Sou tão simples quanto

a dor que desata no único momento.
Me entender é tão fácil e patético,
Que nem quero mais explicar
Essa assepssia de vida constante,
E essa sina que tenho de errar.
Pois sou tantos sentimentos a todo instante
Que me defino por acabar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vezes.



E quando eu precisar sofrer
Que seja no mesmo silêncio do teu sono
E que no meu soluço
Você não encontre os meus medos
E sim a sina de me amar outra vez
E toda vez que o amor acabar,
Renasça de novo
Tão vivo quanto a chama do fogo que se desfez.

E se do velho sempre vier o novo
Eu amarei sempre com o corpo e a limpidez
Não com a mesma intensidade,
Mas sim com a mesma alma, vida e vontade
De sentir tudo mais uma vez.

domingo, 22 de agosto de 2010

Inconstante


Hoje mais do que nunca
Preciso de você aqui
A dor do esquecimento
Queima dentro de mim
E sinto que verei tudo acontecer outra vez

Mesmo que as palavras tentem contestar
O tempo convence até o mais teimoso dos corações
Mas o meu, é feito de nuvens
Raios e trovões.

Vejo que seus olhos estão me dizendo adeus
A um longo prazo de partir
É assim para me ver sofrer
Antecipadamente antes de ir.
Acostumar-me a ganhar
Mas jamais perder
Sou um ser humano que não aceita sofrer.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Revolta


Com vocês eu aprendi,
A mentir sem me importar
Com a dor de quem vai sentir
Ou quantos vou ter que machucar.

Com vocês eu aprendi
Que a ferro e fogo se destrói
Eu não tenho motivos
Pra tentar me recompor
Todos olham como me visto
Mas nunca podem ver além
Além daquilo que existo
Me julgando ser ninguém.

Meu sentir e meu pensar
Poderiam valer mais
Se pudesse me expressar
E dizer o que convém.

Passagem



Alguém sabe me dizer,
Alguém sabe ?
Até que ponto se mede loucura dos braços da realidade?
Alguém me diz por que, o amor de verdade
Pode doer tanto quanto a saudade?
E se não for pedir muito
Me conte segredos de estrelas mortas
Me guiando os passos entre ruas tortas
Ou me deixe na memória.

E se souberes me dizer
O final feliz de uma história,
Feliz é aquilo que se tem fim ?
Sorrisos de corações opostos se atraem ?
Ou se repelem pra nunca mais amar.

Decisão



E quando eu descidi amar
De corpo e alma
Me deixaram só.

E quando resolvi viver meus sonhos,
Muitos me fizeram morrer
E tudo que havia por dentro,
Começou a se desfazer
Hoje, já não me contento
Minhas nuvens são imaginárias.
E nada me faz tanto sentir
Quanto essa solidão que abranda a'lma.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Fragmento



Me desculpe,
Esta força não tenho mais
De olhar dentre tantos olhares
E fingir que todos são iguais

De buscar essa paz
Da qual até hoje só ouvi falar
Mas não senti uma ansia de que ela possa existir
Em algum lugar

Vou pedir a redenção
Dos dias que ainda não vivi
Não tenho menor intenção de continuar aqui.
Não há mais nada à se fazer
Cortar os laços entre a vida
E deixar de ser.

(Não estou querendo continuar
É cada vez mais dificil entender
O carinho que não tenho
E toda essa ausência
Preenchendo o teu ser
Todas as palavras
Poderiam se perder
Mas jamais um sentimento
Irá se perder
E se pensar em desistir
Pensa nesse amor
Que sinto por você)


Jeh Souza

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Desfeito



Eu sou a utopia
Mas incestuosa que vx criou
Por que me faço e me desfaço
De acordo com os teus sonhos

E cada vez que eu morro
Um abismo se forma entre mim
E tudo vai vagorosamente fugindo...
Eu nunca sei ao certo para onde estou indo.

domingo, 8 de agosto de 2010

A carta das almas


E morreram as minhas palavras,
Mas não ouse rouba-las de mim
E se forão todos os sentimentos
Mas não me roube este resquício de amor
E tudo o que me resta desta sombra
Que me contorna, formando o que eu não sou.

"Felizes são aqueles, que conseguem ou conseguiram viver,
Todos os seus dias não deixando de ser, tudo aquilo o que realmente eram ou ainda são.
Pois até mesmo o que não é do homem, ele cedo ou tarde ele corrompe."
ps: (A alma)

Imperfeita pra você



Nada mais que imperfeita
Essa visão embaçada
Que eu levo deste mundo,
Aonde sou desfeita
Em pedaços
Desse barro do qual me fundo
Destes olhos tão profundos
Dos quais vou levar
Essa esperança
Alheia que em meu peito não quer morar.


Cansei de esperar
Por tudo que não vêm
Correr atrás desses sonhos
Embora ele mesmo me mantém
Não tente concertar
O que ja se perdeu
O Tempo não vai parar
Pra mostrar se o erro foi teu.
E quando todos fecharem os olhos
E a cidade adormecer
Você perceberá
Que só há eu e você
Nesse caminho tão vazio
Onde eu construi
Sonhos sobre todas as ruínas
Pra você destruir.