domingo, 24 de novembro de 2013
Escritas inertes
Hoje eu escrevo pra você
Eu, tão inconstante e imerso dentro de mim
Que aos poucos me faz dizer que sim
Que não vou me cansar de seguir esse rio que corre
Percorre minhas veias
Muda seu curso
Invade minhas vontades
Me inunda por inteiro.
Eu, que tenho guardado aqui dentro
Desde que nasci, esse imenso buraco no peito
Solidão indubita
E uma vontade de mesmo assim continuar
Hoje, eu escrevo a você
Baú imperfeito de sonhos
Coberto pela minha coleção de fantasmas
Que mesmo com os olhos abertos no escuro
Ainda insisto em ver, e não esquecer
Em cima dessas lembranças todas
Construo uma escada
Uma pequena ponte
Onde só eu sei passar
E vou deixando entre fantasmas
Rastros de sonhos
Desejando um dia alcançar.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
A isso
Morreu então a ideia de um novo coração
Morreu o amor
A garota
Os copos de leite e lírios no chão
Quando não mais havia esperança
No fundo se ouvia uma canção
Hoje mais nada ela quer.
Tão triste e dormente o quanto possa ser
Não é menos da metade do que ela poderia conseguir
Talvez com um falso sorriso
Um falso socialismo consigo mesma
Mais cansa
Contenta se a criança
Com um falso destino
De para sempre ser criança
E trilhar um só caminho
No fim é menino
Que na chuva pode correr
Tudo isso aqui é valido
Só não pode a esperança morrer.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Esperança
Estes olhos que já foram tristes
Não se cansam de esperar
Além da montanha que existe
No topo de uma certa distância
Quando criança
Sempre eram bons tempos
Sempre sopravam bons ventos
Boas estrelas de temperança
E os olhos tristes pequenos
Sorriam em cada lembrança
Se adulto ou ainda criança
No coração, sem querer de novo, deixei nascer
A tão conhecida esperança.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Acaso
Mais uma vez
Não permiti você me ver chorar
Mais uma vez vamos fingir sorrir
Ao se encontrar
Em um silêncio abrasador comum
Mais uma vez você vai tentar encontrar
Motivos pra nos fazer acreditar
Que podemos ser apenas um
Eu não faço mais canções
Nem pra mim, nem pra você
Você nem se deu por perceber
Que nós dois, já não há mais
Se houvesse poesia
Se houvesse um refrão
Não seria pra você
Nem falaria de nós dois
Vivemos tantas coisas
E outras deixamos pra depois...
Inveja
Acostumei me então a olhar pra trás
Procurando fantasmas e sorrisos
Que já nem existem mais
Anseio alheio de querer o que passou
E nunca se contentar com o que já se conquistou.
Piratas
Sei que você a noite descalço
Nas noites de maré cheia
Passeia assombrada
Escreve meu nome na areia
Apaga com os pés
Encara lua
Tão minha, tão nossa, tão sua.
Então a beira mar vamos enterrar
Todo esse ouro
Um velho tesouro que não se deixa morrer
Ai de todos os piratas
Que o tentarem fazer valer.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
O fim do poeta
Deixei as palavras dormirem no meu peito
Deixei adormecer o sentimento
Mais o tempo foi suspeito
E não pude condizer
Triste é aquele que só ama
E tem medo de sofrer
Sofrer de solidão
É se escutar por dentro
Pobre do poeta
Que perde a solidão do peito
Só escreve frases tortas
E poemas sem nenhum direito
Começa uma história
E nunca a revira do avesso.
Auto egoismo
Deixei soar por tanto tempo
No meu coração
Vários sentimentos
Invasão, não é literalmente invadir
É abrir uma porta alternativa
E se auto permitir
E de pensar que esqueci de mim
Por um certo tempo viver em função de te fazer sorrir
E nem é tanto assim esse meu precisar, de alguém
Se bem me esqueci, mais recordei
Que tenho a mim
E mais ninguém vai conseguir
Me separar assim tão cruelmente
Dessa consequência me pertencer
Tão certamente a mim.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Musas
Só agora paramos de contar estrelas
Deixe o céu descansar em paz
Não há mais como conte - las
Lagrimas e estrelas que aqui jaz.
De uma grande alma com peito aberto
Comprimindo o ar pra não mais respirar
De um pequeno coração desejando apertado
Dormir e não mais acordar
Deixe que a magia se faça valer
Eu não queria e nem pediria mais do que pude ter
Deixe o encanto no entanto ser e desvanecer
Dançando as estatuas desse jardim
Que quando tudo não mais existir
Eu ainda terei seu sorriso tardio
Em um crepúsculo que congelei
Vitima de um sentimento vazio.
Assim no meio de um âmbito deserto
Construirei musas de concreto
Para tudo se amar e se esquecer
Tão fácil e simples como não mais respirar.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Outrora
É sempre em mim essa ausência
De contentar se por tristeza ou felicidade
E sempre há nos teus braços
Tudo o que procurei em um mundo que inventei lá fora
Com seu sorriso,
Em silêncio
Meu coração cantava uma canção de outrora
E nada mais jazia triste
Todos os móveis dançavam em seu lugar
E nada nunca mais foi triste
Desde que vi você chegar.
Uma leve loucura existente
Despertou me pra um agora
De uma nuvem tão passageira
Que de brisa deixei voar
Deixei enlaçar me em uma história
Que não pretendo acabar
Nunca uma canção de outrora
Irá tanto me encantar
Quanto móveis, e tulipas a balançar
Sou poeta triste, não aprendi a amar matéria
Pertenço ao ilusório abstrato de não pertencer
A nada mais que um sentimento
Que possa aos poucos desvanecer
E dormir sem palavras nas nuvens de um olhar...
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Solineto
E antes era amor
Hoje é só olhar
Ontem foi calor
Hoje tem o mar
O sentimento acabou
E o vento foi levar
O que era bom e restou
De um adeus, que quer voltar.
Agora é solineto
Nem sempre assim tão só,
Único de um mesmo avesso
Preso em um eterno nó,
De algo que eu desconheço
Mais preenche se por si só.
Dia cinza
Da dor do amor, a cor
De todas as cores um único sorriso
De um único sorriso
Muitas lembranças
De mutias lembrançass sem querer saiu
Além de verso, um lado avesso
Um pequeno trecho de uma canção
Que você cantava apenas em mente
Mais mesmo assim, chegou ao coração.
E a tristeza dormiu nos teus olhos
E o som parou
Será que seria muito ilusório
Falar de coisas de amor?
quinta-feira, 28 de março de 2013
Ridiculo
Se perdi minha identidade
Perdi mesmo, toda em você
Desde seus pensamentos até seus lábios
Eis o motivo de se perder
Perder toda a vontade
De ver as horas passarem sem estar com você
É acho que sim
Impossível não acontecer
Sem sentido pra mim
São os segundos sem você
E não basta beijos e juras de amor
Se à você eu não pertencer
Ser de alguém
Vender - me de alma para a tua
E se realmente me perdi
Sinto ter ganhado um novo eu
Que vive de amor
Que cai aos pedaços em cada beijo e abraço teu.
Nem sempre entender
Ela me dizia sorrindo
Que sempre tinha noites quentes e manhãs frias
Que voava só quando queria
Mais nem sabia ao certo sorrir até o fim
Assim entravam borboletas na barriga
Assim se via o sol se pôr
Assim como cada tarde que partia
E todos viam que a noite chegou
Ela queria entender
Sem precisar chorar ou sofrer
Todos esses segredos parvos de amor
Parvos mais dolosos de mistério
Que nem mesmo a dor sossega
E nenhum coração se nega a entender
E na noite os que choram agora
São os que desistiram disso tudo
Apenas para sentir.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Ser criança
Eu vou pra sempre ser criança
Nos sorrisos de esperança, e gritos de razão
Em qualquer rima barata de roda, ciranda
Eu bato o pé, eu bato corda, pra sempre ser pequena mulher,
Mutação.
Eu faço arte, eu de serena me encanto por só
Se entristecer de que ?
Se de solidão maior fico a merce de uma tv
Qualquer coisa pior é bronca
Toma sustância mais só momentânea
O melhor de tudo é poder ter os pés descalços
Nós sempre sabemos o melhor sobre a vida.
E ainda ouvi falar que ninguém acredita!
Como não se criança não mente?
Só as vezes de brincadeirinha, afinal a gente pode.
Espaço novo
Eu vou pedir pra você ficar
Cada vez que um blues tocar
Em qualquer dimensão de som, será um sorriso teu
Eu vou mesmo querer parar pra te olhar
Congelar o tempo, pedir ajuda se possível ao vento
Pra nunca mais te afastar de mim...
Quando comecei a sentir o quanto você me faz bem
Algo mudou aqui, e se ao olhar pra trás
Aos poucos, como manchas ainda pudermos ver erros,
Deixe entre nós dois a velha vitrola
Tocar arranjando de improviso
Um espaço novo no coração.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Sentidos Vazios
Faz tempo que o tempo já não sorri assim pra mim
E de olhar o céu pela janela
Sentir que a vida só pertence a si
Tão intima de pertencer ao corpo
Que a perdi dentro de mim...
E se não fossem as palavras
E se não fosse o medo...
E se não fosse o amor
Nada ultrapassaria o tempo
E teríamos pra sempre
O recheio de corações vazios.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Sem saber
Você não sabe como se sente
Quando o corpo já dormente
Não sorri nem chora
Nem se quer implora por um movimento
Um sentimento
Se faz frio lá fora
Eu já nem sei mais
Se realmente algo em mim foi embora
Ou me deixei voraz
Deixei me enlouquecer por mim
Deixei a pouco tempo de ser a mesma
E cada vez mais sem ter por que
Ou como explicar querer te
ter perto de mim.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Passos Dados
Eu nunca fui tão triste ao sentir perder
Uma certa magia que nem imaginava ter
Pensando em pranto que te perdi
Perdi você mais uma vez
E teu olhar sem saber vagou...
E seu perfume não jaz, mais no travesseiro
Algum vazio essa noite deitou no meu colchão
E levemente me abraçou.
I really miss you...
E se seus olhos, somente teus
Fossem nosso sol, luar
Tão cético, ou agnóstico de um amor.
Assim todos os passos dados serão em circulo
Assim todos os sorrisos serão refletidos
O mar estaria calmo aos náufragos de dor absoluta
Assim todas as ruas seriam a tua rua
E o vazio?
Já nem existiria mais.
Assinar:
Comentários (Atom)














.jpg)