quinta-feira, 28 de julho de 2011

Motivo de amor



Eu vi um passado
Com um novo adeus
Pelos teus olhos... Tão meus.
Eu vi um sentimento inteiro
Me abraçando
Pelos teus sonhos tão teus
Que se pudesse atiraria alma ao mar
E em cada sorriso resgatar
Essa onda de viver
A esperar...
Eu vi o entardecer, pelo brilho dos teus olhos
Esses que me ganham, sem ter que comprar
Um novo céu, ou um ouro se quer
Eu vi nos teus olhos
O motivo de amar.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Poema aos amigos



Mãe cadê os velhos amigos?
Aqueles que vinham junto da escola.
Mãe cade aqueles meninos,
Que batiam no portão com a bola?
Passou tudo tão de pressa
E eu de repente parei
Sinto falta dessas coisas
Que hoje eu já nem sei.

Mãe, e minhas amigas?
Não tão melhores, mais únicas assim
Faziam unhas e fofocas
Mas gostavam de mim
Pra onde foram todos eles?
E que falta me faz rir,
Dos tombos e burradas
Que pareciam não ter fim.

A tarde passou e algo novo
Dispersou a ordem do tempo
Eu já nem vejo mais tanto empenho
Em desenhar cartaz em cartolina,
Ou andar sem rumo.
Mãe e que falta faz aquele murmurio
De todos juntos querendo falar
O fim de semana todo pra contar
E rir sem respeito há algum professor.

Tudo tão bom e simples.
Que sem querer mãe, o tempo passou.

Cisne dos passos negros

Esteja vivo
A cada segundo, minuto e forma de tempo
Esteja seguro de que não há como entender
E a cada tristeza
Sorriso, ou dor que te procurar
Apenas sinta, e se cure com o luar.

A dor é a prova mais viva
De que algo maior existe
E se você ainda duvida
Acredite.

Cansei de escrever tantas cartas
Remetentes á mim mesma
A dor é minha porta
De viver a esmo.
A dor é um anjo,
Cisne dos passos negros,
Leva meu sorriso
e repõe meu sangue.
Pulso.
Eu não me sentia tão viva há anos.

A sereia



"Quando tudo passar
Você estará
tão presente em minha vida
Que não poderei se quer
deixar de te olhar."

Começo aqui um pequeno diário de bordo
de dias onde sou naufrago, sem bússola do tempo
sem algo que me permita existir, sou apenas uma consciência
um sopro no vento.

À um capitão que nunca entendeu
Sempre viveu a te esperar.
E cada palavra que não fez sentido
Ele acabara de afogar.
E nessas águas profundas
Nada é recuperado,
a não ser essa tal nostalgia
Dos dias acabados.
E o capitão está intacto,
com sua armação de ossos e ferro.
Mas ela ainda vai cantar
Nessa imensidão
Vai entrar em cada onda
Em exatidão, perfurar o mar.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Espelho

É tão fácil ver nos olhos dele
Quando ele não te ama mais
Garota acabe logo com isso
Pare de querer olhar tanto pra trás
É tão fácil sentir
Quando não se tem mais amor
Não deixe o espelho refletir
O que você apenas sonha ser verdade.
Nós perdemos tanto pra chegar
No meio desse furacão
que você tornou possível existir.
Sera que nós um dia vamos nos elevar
No alto desse céu e poder voar
Tão alto e sóbrio a ponto de novamente amar?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Instrução Anônima



O poema não deve ser lindo sempre
Te emocionar
Ele tem que ferir, fazer pensar
Se contorcer.
Não entender.
Se odiar.
E por ultimo sentir, que foi feito exactamente pra você.

Amor



O amor quando toca, se olha
Daí, se desassossega
O amor quando se sente
Some, dele nasce a saudade.
Saudade do que nem se conhece
Mas se ama.

Tem amor que termina em amizade.
Tem amor que se torna vontade
E outros viram eternidade.
Alguns que começam na cama.
Um nunca sabe ao certo se realmente ama.
Se agita, bagunça, questiona.

O amor quando tem meio
Pede pra não existir fim
E quando se termina
Há sempre um recomeço.
O amor, seja ele qual for
Foi feito sempre, pra te virar do avesso.

Refrão da alma triste



Agora enxergo dentro de mim
Tudo o que procurei em você.
E morri nesse ato concreto de solidão
E você apenas não me quiz.
Ai de mim! Se minha memória morresse.
Assista meu outono
Que eu serei pra sempre,
O inverno do teu coração
Cantando, chorando sempre o mesmo refrão.