
Você estará
tão presente em minha vida
Que não poderei se quer
deixar de te olhar."
Começo aqui um pequeno diário de bordo
de dias onde sou naufrago, sem bússola do tempo
sem algo que me permita existir, sou apenas uma consciência
um sopro no vento.
À um capitão que nunca entendeu
Sempre viveu a te esperar.
E cada palavra que não fez sentido
Ele acabara de afogar.
E nessas águas profundas
Nada é recuperado,
a não ser essa tal nostalgia
Dos dias acabados.
E o capitão está intacto,
com sua armação de ossos e ferro.
Mas ela ainda vai cantar
Nessa imensidão
Vai entrar em cada onda
Em exatidão, perfurar o mar.
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