segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Aos ares!



Eu espero de todo esmero de chegar aqui
Nunca mais jogar pro alto
E num sobre salto deixar me decepcionar comigo mesma outra vez
Por que eu te olho assim
Sempre tão perfeito
E até mesmo em um erro
Eu te verei tão certo.

Doravante não darei mais ouvido ao medo
Aquele de perder, ou vencer.
De lutar ou morrer, tentarei ao menos sobreviver a isso tudo
E não jogar mais nada pro alto!

...

"As coisas podem parecer mais simples
Quando começamos a amar."

"De toda desgraça e escuridão, nasce a sombra e penumbra
De um novo poeta."

J.S

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Aminésia

Há muito tempo tudo se apagou da minha mente
Não lembro mais de pessoas amadas
Nem um resquício de infância

Há muito tempo o próprio tempo cedeu para mim
Como uma nuvem densa
Tão profunda e imensa
Que mergulhei dentro de mim
Pronta a me auto esquecer.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Poesia póstuma para uma amada

Quando você se for
Não leve todo amor nos teus olhos
Deixe algo para não tornar fatal
O vazio no meu peito

Quando você se for
Não expulse o seu perfume
Do nosso travesseiro

Pois nesse amor
Sempre vou ter o bálsamo
Para os teus olhos
O embalo de dois corpos
Eternamente se amando
Por isso não se inquiete tanto
Pequena fênix de luz
Tudo se encontra e se perde
Na força que me conduz
Então
Quando você se for
Não se esqueça por um segundo se quer
Todo o filme do nosso amor
E se a solidão bater
E eu não mais poder
Na escuridão também me vou.

Escrito

Percebo que seus olhos
Há muito tempo me seguem
Carregando toda a calma
Que ainda te protege.

Hoje já não tenho mais certeza
De amar, ou odiar qualquer coisa
E por ser tão inconstante
Te vejo partindo...

E sei que no fundo
Não é isso que você gostaria de ouvir
E sei que no fundo
Não será mais nós dois
Mais mesmo sendo fácil de ver
Eu insisto em um destino
Escrito por mim
Onde tudo se transmuta
Entre o nosso amor.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Moço

Hoje um moço lindo de coração oprimido tocou pra mim
Em uma sala surda, para uma garota muda
De coração sem fim
Há quem diga que todos os nós atados
Não são desamarrados
Por almas perdidas
Almas desconhecidas
Olhares opostos
Mais atrativos pra quem gosta de errar.

Hoje um moço lindo
De coração proibido
Tocou meu libido
E me fez não querer mais
Dias de chuvas
Ou dias de sol.

Hoje o que sinto
Não tem como dizer.

Hoje ele roubou todo meu ser.
Hoje a nota mais aguda do seu violão
Me faria morrer
Morrer e cair no devaneio do seu cantar
E na tuas doces palavras terminar
Mas nunca sendo meu.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Escudo


Já me auto enganei tantas vezes
Tentando moldar um sentimento inexistente
Já camuflei tanta dor
Que com o tempo me fingi resistente
Mas quando se trata de amor
Ainda estremeço friamente

Tantas mentiras que foram verdade por um tempo
Que passei a deseja-las como tal
E quando verdadeiras me feriram
Hoje não me atingem mais.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

conceito


"Cansei de ler tantas coisas óbvias escritas
Vou auto descrever as coisas apenas com o pensar."

J.S

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Eu em singular intimo



"Eu sou tantos pedaços de confusões
Que quando me fragmento
Só o tempo sabe improvisar
Novas faces pros meus dias."




Á tudo e todos

E se o fracasso fosse tudo
Mesmo assim eu ainda não teria a vitória
Sendo mesmo assim que desisti
Somos muito mais do que pensamos
Mais algo nunca me deixa acreditar
São dois pontos de horizontes distintos
São várias idas e vindas
Sem nenhuma bagagem da qual eu possa
Dizer a mim mesma:
- Olha valeu a pena.

Á tudo aquilo que me derruba
Eu dou uma pedra
Pra que um dia ao me ver vencer
Se aumente o peso da pedra ao da minha vitória
Á todos aqueles que me julgam
ser algo autenticamente desconhecida
Eu agradesço por indeterminadamente admitirem que sou única
Á todos os que não souberam me amar
Deixo meu olhar, uma foto como lembrança
Lembrança de lágrimas desmerecidas, mas que o tempo
Cuidou de secar.
Á tudo que me desencoraja
Deixo a minha teimosia tatuada na carne
Pra que todos sintam que eu nunca vou parar de tentar.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Gerações



Me parecia mais um buraco, pequena e espremida, assim era a cidade de São Joaquim. Estava me mudando para a casa dos meus avós, e na bagagem tinha apenas roupas, fotos, uns presentes de amigos, e a insegurança de sentir aos poucos tudo mudar.

Assim que desci do carro, minha avó já veio de braços abertos em minha direção e no ato do abraço falou :
- Minha nossa como você cresceu garoto!
E bagunçou meu cabelo como quando eu era criança.
A casa era pequena, paredes coloridas, porém arrumadinha. O quarto que ela preparou para eu ficar, além do convencional (cama e guarda roupa) tinha uma escrivaninha que ela e meu avô gentilmente compraram para que eu pudesse ter onde estudar.
Ao cair da noite meu avô chegou do clube de xadrez, e ficou um bom tempo comigo na sala falando sobre faculdade, e os recursos que os jovens de hoje tem pra estudar e que no tempo dele nem se quer existiam, e ficou tão deslumbrado assim que tirei meu note book da mochila, que ficou ali um tempo me olhando digitar em silêncio até dizer:
- O que tanto ta fazendo ai filho?
Em seguida a vovó anunciou que o jantar estava na mesa.
- Estou conversando com minha namorada Raquel .
- Namorada é ?! Deixa o ver ela...
No momento em que mostrei nossa janela de conversa e meu olhou a foto dela, e começou a falar:
- Ôh filha, você é bonita viu, cuida bem do meu neto, e se quiser um dia vir aqui passar um tempo com a gente pode vir, a ...
- Não !! Ela não esta te ouvindo nem te vendo.
- Não ?
- Não.
Já na mesa de jantar meu avô disse à minha avó.
- Se já viu a namorada do Pedrinho?
- Não, se viu ela? Ela é bonita?
- Vi sim! bonita ela é, mais tem umas verrugas na boca outra no nariz...
Eu não consegui segurar a risada, e passei um bom tempo explicando pra eles que essas "verrugas" eram piercings!
E quando eles entenderam, me disseram pra refletir bem se ela realmente era moça pra se casar!
No dia seguinte acordei, e as duas primeiras coisas que vi foram um casaco de lã preto, aparentemente feito à mão, e um bilhetinho em cima onde minha avó dizia:

"Passei muito tempo tentando descobrir seu numero, já que você não tem mais 8 anos! Hoje é dia de feira aqui e vim pegar frutas, por isso infelizmente não voltarei a tempo de te ver ir para seu primeiro dia de aula, mas nos vemos a tarde, Espero que goste do desenho, seu avô quem me deu a dica, e por favor, não durma mais com aquelas bolinhas no ouvido presas a um fio no pescoço, por que é muito perigoso, Boa aula a te ama!"

Então provei o casaco que tinha uma guitarra bordada, Ahh nessa o senhor me surpreendeu! E hoje a tarde assim que eu chegar da faculdade vou ensinar a vovó a ouvir Roberto Carlos com fones de ouvido.




Jéssica Souza
Proposta B de redação vestibular unicamp 2010

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Poema da Tristeza

Ai de mim que sou triste
E amo tanto essa tristeza
Palavra maior não há
Pra um poeta.

Que na desgraça vive
E na tristeza encontra a letra.
E em cada dor e tormento
Eis de haver ela.

No mundo jogada ao vento,
Se a felicidade me possui, sinto falta
E assim tornaram - se os dias
E se fez o ser humano
Metade tristeza, metade oceano
Oceano mais tarde, igual felicidade
E se ela me toca
Já vira saudade, solidão...
Mas muitos preferem ser oceano
Por uma vida toda
Puro engano
E eu tão imperfeita
Na face indireta
prefiro a tristeza no coração.


Poema da superação


Durante tanto tempo
Desembarcando nesse cais sombrio
Olhei mutuas vezes para tras
E continuei a ver tua face

Durante tanto tempo
Com o peito vazio
Me acolhi nos mesmo braços inimigos.
E tão forte era o calor

Durante tanto tempo
Sem pensar, vivi de falsas lembranças
Manipuladas pelo coração
Tão cansado de tentar.

E por muitas vezes
A vida me derrubou
E então via, eu me levantar.
E cada resposta era um "não"
Pronto pra recomeçar.
Nessa mesma oposição
Muitos vieram a me deixar
E em meio a solidão
Sempre vou me levantar .

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sempre

Não me faça acreditar por um segundo
Que tudo vai mudar.
É sempre o mesmo ciclo
Sem parar...
E você sempre vai tentar
Brincar com os corações que ganhar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Inconstante



Fico me perguntando onde esta você
Eu aqui com essa vontade incontestável
De te ver, mais uma vez
Sem um adorno
Sem um redor
Prevendo o tempo de ser melhor.

Esperando pausadamente
Pelos ares que não vem
Ascendendo luzes
Dentro de mim
E apagando cada vez que você se vai.

Inconstante
Louco, delirante
Inoportunamente apaixonante
Por tudo que é seu e te pertence
Por tudo que é esmo de mim mesmo
E reflete no teu estar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A perfeição

Eu tenho um amor perfeito
E ele me tem,
Tão serena é a noite
Da qual ele vem.

Eu tenho um amor perfeito
E ele sabe o quão perfeito ele é
E de tamanha perfeição
Me foge a realidade
De amar - lo discretamente.

Eu tenho esse amor eterno em mim
E perfeito por todo sempre
A todo tempo
Em tal ponto de contentamento
Do qual vejo sorrir
Toda manhã.
Ah, amor no peito
A melhor coisa vã.
E que de tão perfeito
Me escapa a escrivã
De um relacionamento
Á deriva cardigã.
E por sem sentindo, eu me lamento
Por amar, e à mercê do merecimento
Jamais deixar que esse amor caia no esquecimento.
Sempre o verei assim perfeito
Refletido na manhã.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Palavras

A maldição maior é ser poeta
Viver de angústia e dor
E no final de tanto sofrer
Tirar algo bom de tudo,
As palavras.
Mais não abriria mão de tal dádiva.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A música do nosso amor


"A melhor coisa que fiz para mim mesma foi te encontrar."

E você vai estar
Em cada verso meu
Cada olhar, e em todas as cores,
Na minha roupa,
No meu pensar,
Na minha fala, as tuas palavras
Em cada desejo um pedaço teu.

E você sempre esteve
Escondido nos meus sonhos
Aqueles de menina
No verso, da minha poesia
Oculto na melodia mais linda, do meu violão.

E você é assim metade de mim
Estrofe sem fim, no meu coração.



Nós vamos ser

Nós Vamos ser pra sempre
Um para o outro
O mesmo outono
Apenas um engano
Dois estranhos.

Nós vamos ser pra sempre
A ventania, a espera
A agonia
E o calor de dois corpos se amando.

Nós vamos ser pra sempre
O ponto de encontro
A quem abandono
A plena solidão.

Vamos ser pra sempre
Todos os navios,
Arrepios, e exclamações.

Vamos ser pra sempre
O abrigo esperado
O sonho almejado
As ilusões.
Seremos tão isso,
Intenso e preciso,
Quão dois corações.

Lembrar você

Hoje não quero mais
Uma melodia capaz
De me fazer lembrar você.
Hoje tanto faz, não ter mais
Aquela alegria de te ver
Minhas lágrimas secaram
Esperando o dia de poder ver você voltar.
Hoje tanto faz ter ou não o brilho desse seu olhar.

Eu quero garantir ao meu coração
Nunca mais te amar
Viver longe dessa ilusão de se apaixonar
Onde sem razão um belo dia fui te beijar
E a sensação de com minhas mãos ver o mundo
personificar.
Eu não quero mais
Me render assim
Pra quem não conheço.
Não vejo um fim, nem um grande adeus pra um recomeço.
Esse mesmo amor é a minha dor
Mais do lado avesso.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Aumentativo simples

Vamos deixar pra depois
Todas as canções
Perguntas, e sensações.
Eu quero mesmo é voar
Sem ter que voltar
Pras mesmas lições,
Não errar por amar
Mais sim tornar melhor
Todas as emoções.

Partes de nós dois


E cada dia a mais que vivo
Aqui nesse vazio constante
Me retenho na lembrança do seu sorriso
Tão longe, distante

E a cada sonho meu, te perco no meio
Entre meu castelo e os dragões
Dentre todas as ilusões
Tão longe, profundamente
Eu escolhi você pra me fazer chorar.

Dentre todas as vontades
Eu escolhi nosso beijo
Pra tentar aprender a amar,
Dentre todas as luzes
Eu preferi seus olhos
E dentre todas as ausências
O que ficou foram as partes de nós dois.

Things


1- levantar
2- sobreviver
3- voltar pra cama.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tudo



E quando eu não mais sorrir
Me dê seu amor,
E quando todas as tardes forem apenas uma cor
Pinte o nosso céu de vermelho.
E quando nada estiver ao seu favor
Me abrace, o mais forte que puder.

E todas as noites
Quando desejar
Tire todos os anseios
Do mesmo lugar
De onde vem o sentimento
Por tanto amar.

Eu sou o vento em tua janela
A única chance numa espera
Os anos na face da morte
O amor do coração que sofre.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ser



É tão fácil encerrar a conexão
Entre dois mundos paralelos,
É só fechar os olhos e eu já nem existo mais
É só atar os nós do seu coração a este vazio e abrir um caminho
Na areia da praia deserta

É só voltar a ser criança
Imaginando diferente e não ter como dizer
E no fim eu nem existo mais.

Monólogo da dor



A dor é um êxtase, ela corrompe tuas veias
Te envenena de ilusão
E te leva em silêncio pra um abismo
De dimensão assustadora e calma
É apenas uma onda de mutilação.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dizeres





Só por ter esse costume
De dizer primeiro
E não deixar soar
Essas ultimas palavras
Vou deixando esse rastro,
De amor e palavras embaralhadas
Pra no fim de tudo
Você me ver
No fim de tudo você me ter
Entender, e permitir
Nunca calar e tanto ouvir.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Motivo de amor



Eu vi um passado
Com um novo adeus
Pelos teus olhos... Tão meus.
Eu vi um sentimento inteiro
Me abraçando
Pelos teus sonhos tão teus
Que se pudesse atiraria alma ao mar
E em cada sorriso resgatar
Essa onda de viver
A esperar...
Eu vi o entardecer, pelo brilho dos teus olhos
Esses que me ganham, sem ter que comprar
Um novo céu, ou um ouro se quer
Eu vi nos teus olhos
O motivo de amar.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Poema aos amigos



Mãe cadê os velhos amigos?
Aqueles que vinham junto da escola.
Mãe cade aqueles meninos,
Que batiam no portão com a bola?
Passou tudo tão de pressa
E eu de repente parei
Sinto falta dessas coisas
Que hoje eu já nem sei.

Mãe, e minhas amigas?
Não tão melhores, mais únicas assim
Faziam unhas e fofocas
Mas gostavam de mim
Pra onde foram todos eles?
E que falta me faz rir,
Dos tombos e burradas
Que pareciam não ter fim.

A tarde passou e algo novo
Dispersou a ordem do tempo
Eu já nem vejo mais tanto empenho
Em desenhar cartaz em cartolina,
Ou andar sem rumo.
Mãe e que falta faz aquele murmurio
De todos juntos querendo falar
O fim de semana todo pra contar
E rir sem respeito há algum professor.

Tudo tão bom e simples.
Que sem querer mãe, o tempo passou.

Cisne dos passos negros

Esteja vivo
A cada segundo, minuto e forma de tempo
Esteja seguro de que não há como entender
E a cada tristeza
Sorriso, ou dor que te procurar
Apenas sinta, e se cure com o luar.

A dor é a prova mais viva
De que algo maior existe
E se você ainda duvida
Acredite.

Cansei de escrever tantas cartas
Remetentes á mim mesma
A dor é minha porta
De viver a esmo.
A dor é um anjo,
Cisne dos passos negros,
Leva meu sorriso
e repõe meu sangue.
Pulso.
Eu não me sentia tão viva há anos.

A sereia



"Quando tudo passar
Você estará
tão presente em minha vida
Que não poderei se quer
deixar de te olhar."

Começo aqui um pequeno diário de bordo
de dias onde sou naufrago, sem bússola do tempo
sem algo que me permita existir, sou apenas uma consciência
um sopro no vento.

À um capitão que nunca entendeu
Sempre viveu a te esperar.
E cada palavra que não fez sentido
Ele acabara de afogar.
E nessas águas profundas
Nada é recuperado,
a não ser essa tal nostalgia
Dos dias acabados.
E o capitão está intacto,
com sua armação de ossos e ferro.
Mas ela ainda vai cantar
Nessa imensidão
Vai entrar em cada onda
Em exatidão, perfurar o mar.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Espelho

É tão fácil ver nos olhos dele
Quando ele não te ama mais
Garota acabe logo com isso
Pare de querer olhar tanto pra trás
É tão fácil sentir
Quando não se tem mais amor
Não deixe o espelho refletir
O que você apenas sonha ser verdade.
Nós perdemos tanto pra chegar
No meio desse furacão
que você tornou possível existir.
Sera que nós um dia vamos nos elevar
No alto desse céu e poder voar
Tão alto e sóbrio a ponto de novamente amar?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Instrução Anônima



O poema não deve ser lindo sempre
Te emocionar
Ele tem que ferir, fazer pensar
Se contorcer.
Não entender.
Se odiar.
E por ultimo sentir, que foi feito exactamente pra você.

Amor



O amor quando toca, se olha
Daí, se desassossega
O amor quando se sente
Some, dele nasce a saudade.
Saudade do que nem se conhece
Mas se ama.

Tem amor que termina em amizade.
Tem amor que se torna vontade
E outros viram eternidade.
Alguns que começam na cama.
Um nunca sabe ao certo se realmente ama.
Se agita, bagunça, questiona.

O amor quando tem meio
Pede pra não existir fim
E quando se termina
Há sempre um recomeço.
O amor, seja ele qual for
Foi feito sempre, pra te virar do avesso.

Refrão da alma triste



Agora enxergo dentro de mim
Tudo o que procurei em você.
E morri nesse ato concreto de solidão
E você apenas não me quiz.
Ai de mim! Se minha memória morresse.
Assista meu outono
Que eu serei pra sempre,
O inverno do teu coração
Cantando, chorando sempre o mesmo refrão.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Epílogo


O golpe da ilusão
É apenas um ponto nulo
Tão turvo para as minhas palavras
Que já me esqueci.

Mais prefiro o eterno silêncio
Do que ásperas mentiras.

Resenha no trem



Eu gosto mesmo é de ver as luzes da cidade
Assim, quando cai a noite.
Elas me encantam por brilhar com intensidade
Brilha mais que as pessoas,
Se que um dia elas brilharam.
Eu não vejo a realidade
Apenas sinto as palavras dizendo adeus
Dentre meus lábios e o papel
Há algo ou alguém que me impede de compreender.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Imaginação



Deveras eu te amo
Não pela metade
Aqui em outro plano
Maior na eternidade

Deveras eu te amo
E sempre morro de saudade
E o teu céu é meu oceano
Mais intenso e lunar
Deveras eu te amo
Pela luz do teu olhar
E quando cheio de amor
Eu cair a te amar
Deveras saberás o quanto é grande
Um amor que não se pode imaginar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Versinho da saudade





Se um dia for embora
Leve contigo meu desassossego
Meu leve sono, meu desejo.
Na essência do meu ser
Está apenas tua imagem,
Refletida nas águas
Da minha eterna saudade.


terça-feira, 17 de maio de 2011

Poema de espera

Não diga mais a verdade
Tire seus olhos da janela
Toque mais uma vez aquela música
Só pra tirar a solidão do peito.

Não há mais nada aqui
Que me lembre você
Você pode por favor sentir saudade?
Pois não consigo deixar de ser
Até eu mesma.

E eu vou te amar baby,
Em cada inverno
E dentro de mim
Nossa música vai tocar...
Bem devagar, amando seus passos
Seu toque, seu sorriso
E como tudo que você faz,
Tão perfeito.
E eu vou te amar baby,
Sem tirar meus olhos do passado
Onde você não ia embora jamais.
E eu vou te amar ...

Tempo remoto


Já não são mais como antes,
As flores,
As dores,
Os amores e os amantes.

Já não são mais como antes,
Os diamantes,
A cartomante,
A aflição,
Ou a intimidade.

Já não são mais como antes,
As sacadas,
As festas,
A liberdade.

Já não são mais como antes;
Os filmes
os feriados;
E as fotos antigas
Dos amigos de verdade.

Pai, tudo isso em branco e preto?

Eu não me importo



Eu não me importo
Se apagarem as luzes
E assim, eu deixar de te ver
Pois te sinto a cada instante.

Eu não me importo se o dia se romper
E a noite tomar conta de todo o nosso ser
E eu não me importo, se tudo terminar
Sem flores.
Se morrerem ao menos as dores
Se não houver lágrimas de saudade
Se em algum lugar com felicidade
A manhã venha a ficar cinza.

Eu não me importo de deixar
De comemorar toda a vida e alegria
Ou alguém quebrar as horas
Com as cordas da rotina.
Eu te garanto, nada vai me importar
se mesmo assim eu estiver em sua companhia.

O silêncio



Devagar o silêncio vai
Invadindo o espaço
Desatando o laço
Rasgando a pele, a noite vai...

Uma estrela cai,
E o silêncio a abraça.
No vazio da praça
De repente o silêncio cobre.
Tecendo todo fio de linha
Da ponta da esquina.

Ao centro da estrelinha
Se desenha um céu
O silêncio rasga o papel
E de repente não mais
O silêncio se faz teu seio
Meu único amigo.

Ele



Certo dia ele vai voltar
Pra aquela garota que cansou de tanto amar
Talvez você não saiba
O quanto ela chorou
Por querer ser amada também...
Um dia ele vai voltar
Com vontade de amar
E verá em seus lábios
A razão de querer viver
Sem ter que tornar isso um jogo
Então não se esquecerá
Olhe para aquelas garotas
Elas não são o que você procura
Nem o salto alto delas te conquista.
Se você puder voltar
Compraria sorrisos.

Um dia ele vai pedir
Pra ver seu sorriso
Outra vez, e mais uma vez
Não será tarde demais.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quando



Ai mãe! e só o tempo vai dizer.
No que podemos acreditar,
Em quem amar,
Ou quem vamos ser...

Quando eu crescer vou voar
Mergulhar, em ondas me perder
Ai mãe, só pra esquecer um pouco do real.
Escrever sobre estrelas
Pois dessa vida nada levarei
Sem ser a memória
Então escreveria minha história
Sobre a propagação da luz e do som
Das vozes que ouvi, das primaveras que vivi
E do outono que contei as folhas no chão
Das conversas em vão, e os apertos de mão
Onde levei cada suor ao seu tempo.

Continuo


Eu estava vendo tudo acabar,
E me cansei.
Do fim pro começo,
Do começo pro fim.
Tudo com os mesmos gestos
As mesmas palavras, passos, pessoas, e lágrimas.
Pura e seca.
Intensa e sem cor.
Eu cortei a pele, e senti calor
Eu vi o inverso
Procurei no verso.
Então abri a minha janela
Abri os olhos, e o coração.
Tudo acaba, por começar.
E só de pensar já vivi,
E só de ver começar, já sei o fim.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Poema de inverno



Eu quero esquecer
Desta outrora divina de amanhecer
Em cada história
De abrir um sorriso e ir embora.

Eu quero esquecer
Destas lágrimas céticas
Das janelas abertas
Do que joguei fora
Joguei fora tanta lembrança,
Na cor de esperança
De um dia viver
Viver simplesmente
Alegre envolvente
Sem nunca me esquecer.

"Quando eu choro por você, talvez faça valer a pena chorar
Quando eu vejo o tempo que passou
Eu vejo que tão pouco tenho pra amar, menos pra dizer, e tão quanto mal aproveitar
As estações passaram, e nós nem pudemos contar as folhas que cairão no chão
Temos tão pouco sorriso escrito nesse quadro de solidão."

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eu quero te ter



Eu quero te encontrar
Na doce ilusão
Dentro do coração
Na ausência de um amigo
No brilho de um sorriso.

Eu quero te encontrar
Antes do adeus
No começo do amor
No fim de todos os dizeres
No ato de cada erro.

Eu quero te encontrar
Na poesia mais secreta
Na presença mais discreta
De um amante imaginário
Preso no cenário da vida que eu mesma desenhei.

Eu quero te encontrar na chuva
Na esquina, na colcheia de cada melodia
Eu quero apenas te ter
Em cada vão minuto, segundo
Que algo me permita existir
E assim existindo, só consigo pensar em te ter.