quarta-feira, 30 de março de 2011

Luxúria


Deixa beirar a própria sorte
De ter um olhar
Ou não ter nada
Antes que me venha a morte
De não ser amada

Uma vez ou nenhuma
A gente se encontra
E entre palavras tentamos dizer
O que o corpo censura e a'lma pede
Até que a luxúria se encarregue
De não nos permitir ver;

Deixa beirar a própria noite
Pra saber quem vai seguir
No súbito silêncio de não ter pra onde ir
Até o corpo queimar
E só restar o sentimento.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A noite


A noite é lenta
Vasta.
Infinita, repleta de olhares.
Perdidos, guardados,
Roubados pelo surto noturno.
O pleno hábito de voar sem rumo.
Sem parar, e se a noite me deixar à deriva?
- Não serei mais naufrago pois terei teu olhar.

Retido na ilusão tão provisória
Da retina rápida de navegar
Por essas ondas surdas
Mudas, prestes a calar
Sobre a areia quente da praia deserta
Esse mesmo olhar.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Vozes de ninguém





"Se me virasse do avesso
pedindo para ver minha própria alma,
nada mais encontraria a não ser você.
Ponto nulo da minha visão turva de viver,
Gasto pelo tempo de espera
De tudo que não vem.

Repleta de nuvens passageiras
De vozes de ninguém.
Ninguém tão intenso
A ponto de envolver
Nesse contentamento básico de ser
Ser apenas algo a mais aqui
Equilibrando essas asas sempre prestes
A me fazer cair... cair... e nunca parar
Não cansar, não é estar bem.
Quem se desfaz em silêncio
é quem mais precisa de alguém."

segunda-feira, 14 de março de 2011

Inanimato





O que eu sou pra você querido
Me diga com voz de sono
Pra que mundo você vai quando esta com ela?
Quando o meu céu cair
Você verá meu coração aberto
E em toda parte terá tua imagem
Quando olhar em meus olhos
Não verá nada a não ser, que me diga querido
O que eu sou pra você?

I can feel when my sky should fall
I open my heart
Would you love me ?

quinta-feira, 3 de março de 2011

Apatia



Não deixe parar
O ar, o trem, a vida
Além, estamos tão distantes.

Do tanto que fiquei a espera
Nesse caos eterno
A apatia das flores
Que cairão ao chão
Me faço eterno desde então.
Mais um sim
Dentro de um não.
Não deixe parar a aflição.
Não deixe parar
a lágrima, o riso, a agonia e o frio intenso
Não deixe cair no firmamento
O anjo que te mantém.
Não deixe parar o tempo
E tudo que vem.


terça-feira, 1 de março de 2011

A um coração frio



Ah, tudo é lindo
Quando eu vejo pelos teus olhos.
E só depois sinto que vale a pena sonhar
Por um instante.
Me faça teu, Belo ou nada.
Volte para trás
Me dê outra chance
Somos mais um pouco
Nós somos tão pouco do que pensamos
Mais tão belos quando amamos
Amei de peito cheio
E coração perdido em algum lugar
Coração ferido não quer calar
O vazio deixa ecoar
Os sentidos que me fazem pensar
Perdido, perdido...
A neve vai caindo
O frio, o sal reduzido a gelo
E eu insano amei de peito cheio
O teu coração tão frio.