sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Céu
De repente nem tinha mais tantos sorrisos assim
Não tinha mais tantos olhos no mar
Não tinha mais caminho na estrada
De repente ela nem queria mais seguir
Cansou de prosseguir
Se viu por anos andar em círculos,imaginando um céu tão azul.
De repente não mais sentiu aquele aperto
Aquela angustia de estar sempre só
E a cada ano que se acaba ela escreve uma canção
A cada segundo que passa
Ela pinta um novo sol, e ele sempre vai estar por vir
Ele é a lua que não se permite ir embora
Mesmo que amanheça
Sempre serão apenas dois...
Tão iguais, que de repente até me esqueço
Que por muito tempo já havia tanto amor no céu de estrelas.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Amigo Secreto
Eu realmente queria poder te dizer todas as coisas que sinto, e escrevo sobre você, mas acho que no fundo faltariam palavras pra expressar tudo, e também tempo e paciência da sua parte, pois é tanta coisa, são vários desenhos seus passando pelo corredor da escola, debruçada na carteira, também tenho, poesias, suposições, sensações, dúvidas. Por que tudo isso? Simples, eu tenho um universo paralelo só meu pra admirar você e tudo o que você faz, não sendo psicopata, é como se o mundo inteiro fosse branco e preto, e só você tivesse cor.
Não é de ontem que eu estudo com você, desde o fundamental foi o tempo pra despertar em mim tantas sensações, e agora que o terceiro ano esta terminando não consigo imaginar perder a rotina de ver você pelos corredores do colégio, tropeçar em você nas escadas, ou levar o lixo na lixeira da rua, no mesmo horário que você leva o seu. Mas agora mais do que nunca pensei em te dizer tudo que guardei em pensamento e rascunhos.Bom acho que eu realmente te assustaria dizendo tudo isso assim.
Você as vezes vira pra trás olha pra mim e sorri, em seguida vira e joga o cabelo sem perceber a magia e o impacto que isso me causa, e eu fico balbuciando palavras em pensamento, nem palavras saem.
Sinceramente, não consigo imaginar meu dia sem receber aquele seu sorriso matinal, tão leve e equilibrado. E seus olhos, são duas amêndoas. Você sabia que seus olhos mudam de cor? No outono eles ficam mais claros, e lindos. Quero muito um dia poder te dizer isso pessoalmente, nem que seja a única coisa que eu diga, e depois você me ache doido. E das poesias eu consegui cifrar uma canção pra falar de tudo que me leva a sentir você assim tão perfeita.
Eu realmente não sei te dizer, se isso é mesmo amor, e hoje em dia até quem ama não se sabe dizer realmente se é ou não, mais se for pra definir seria o mais doce licor que já senti arder na veia, cada vez que você não me notava mais eu queria um dia existir no seu mundo.
Durante o primeiro ano do ensino médio, você mudou seu cabelo pra um castanho ainda mais claro, e eu via as suas brigas com seu pai pela janela da minha sala, homem bruto, grosso mesmo, e você tão doce ligava pra sua avó, e só voltava nos dias de aula pra almoçar e pegar roupas isso por meses. Eu tinha vontade de te roubar pra mim, você chorando me angustiava tanto, eu sempre querendo interferir mais tinha medo da sua reação, acho que sou no fundo um bobão covarde. Me desculpe.
Eu também via você indo tomar sorvete com a Aléxia e a Patricia, depois da aula. E no verão era isso sempre, e lá iam vocês três descendo a rua, você as vezes vestia um vestido azul marino com renda que acompanhava o movimento do seu cabelo no vento, o mar inteiro perdia pra sua beleza. E eu te desenhava tentando copiar no papel a sua perfeição.
No segundo ano, você ainda se sentava uma carteira a frente da minha, o que permitia eu ficar bêbado, toda vez que você jogava o cabelo para trás para perfumar o meu dia. E meu dia ficava melhor ainda quando sua mão esbarrava na minha ao passar os testes pra trás.
Hoje te vendo assim tão bem como sempre fico em paz comigo mesmo, sinto muita vontade de reviver tudo outra vez ou de repente, ter coragem de me declarar e ter uma história com você.
Depois de amanhã, vai ser o último dia de aula e eu estarei indo pro Rio De Janeiro fazer minha graduação, vou te deixar em uma caixa, essa carta, um CD com a sua música e os desenhos que fiz de você ao longo dos anos, junto com uns bombons de licor que sei que você come desde pequena. Pra você lembrar desse seu amigo não muito secreto, não tão discreto por te observar pela janela da sala, e caso você fique com medo, não goste do presente, ou simplismente me achar maluco, pode jogar na lixeira, prometo que não aparecerei lá por um tempo, mas tenha a certeza que eu levarei comigo esse tempo todo, seu olhar, seu perfume, e seu sorriso.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Ainda
Eu tinha tanto céu e mar em um olhar teu
Que deixei virar maré
E as lágrimas foram inevitáveis
E as vozes foram fatais
E o silêncio esperado.
Em toda noite de lua ainda canto
Ainda busco em falsos versos
E em tristes poemas
Um meio de lembrar você.
Tão soberana a mim
Tão próxima do fogo
E com véus na alma
Dançando pra nunca mais partir...
If i'm wrong, please please , tell me
I can't survive without know, and if you
just don't want more stay, only left me with the memorie day...
But i want that you take my heart one.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Rosa Dos Ventos
Musa dos ventos que tudo vê
Fios de amor vem no meu coração tecer
Baixo tanta rosa em teus pés
Me olha por dentro
Cigana, tão leve
Mulher do tempo
Das saias tules
Dos beijos quentes
Do bem dizer
Rosa dos ventos
Estou a mercê
Desse seu encantamento
Puro de viver
Se me pego com saudades
Abro a janela e sinto o vento
Aos poucos trazer,
Todo aquele seu perfume
De rosa ao amanhecer.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Coisa
Vou cantando seu nome no vento
No tempo, no circulo tão perfeito
Esse do relógio
Que não para.
Vou cantando
Pra que no fundo tu saiba um dia
Que não para (a melodia do tempo)
Ela não para e o silêncio pulsa
Confuso e sólido, sem fim.
Na verdade podemos sentir
Todos os seus sorrisos
E se a saudade vier tocar
Esses meus sentidos
Vou deixar aos poucos esse amor voltar
E nada mais me puderem dizer as palavras
Quem serei eu se não apenas coisa
Coisa tua, que só sente o teu sentir.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Moldura
Não pense você que já se foi
Todo o tempo de sorrisos
Não pense que tudo acabou
Ela ainda sonha acordada
Em beira de estradas que ainda não passou
De que importa a canção
Se o amor não puder assim ouvir?
De que vale tanta devoção
Se nem um sentimento ressurgir?
Eu tenho mil anos de amor
Nós temos cem anos de chuva
E milênios de canções
Pra dançar por ai...
E não ouse você pensar
Que pelo caminho vai encontrar pedaços
Do que fui eu um dia
Eu sou um retrato
Fumaça e mesmo que em memória
Você venha me moldar
Serei simplismente areia a inundar teu triste mar
Com poesias cantadas, pras ondas te contar...
E nem tente pensar , por um instante se quer que tudo acabou.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
As luzes da cidade
Dentro do meu coração
As luzes da cidade vão saber
Apagar e acender
Pra que você possa saber
Que estou me sentindo tão só (sem você)
Dentro de tudo
Entre o céu já é tarde
Tinha tanto que dizer
Falar mais alto que a saudade
Mais guardei, e fiquei olhando você
Se afastar de mim...
Afinidade sem fim com montanhas
Amor imperecivél em estrelas
Pra que tanto pensar
Basta a luz apagar
As luzes da cidade vão te dizer
Tudo sobre mim
Que aliás nem importa tanto assim...
Noite
Voa por tão longe
Mas não voa em vão
Borboleta da noite
Cortando a escuridão
E quando nascer o sol
Te verei na minha janela
E quando morrer a tarde
Não haverá mais bela
Toda tristeza do mundo
Morando em um só coração
Pra que voar pela noite
Se conhece mais que a solidão
Chora, em berço constante
Mas não chora em vão.
Se houvesse mais palavras
Deixaria a perfeição
Seria apenas um outro alguém
Algo mais que sem razão
Deixa um perfume de dor
E toma estrelas por compaixão
Mais não chores borboleta
Não chores, não...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Aquele pra você
E sempre vai ter algo de mim em você
E assim será o mesmo
De você em mim.
Proporcionalmente inverso
Aquele sorriso é quem vai dizer
O quanto o amor é verdadeiro
Eu estou na chuva mais sem você
Nada faz sentido
Nem água, nem os raios ou um seco abrigo
Como crianças nossos corações nos levam
Pra brincar por entre as poças
Por entre beijos
Calor sem fim
Agora secos e íntimos do mesmo sentimentos
Sentimos o cheiro de terra molhada
Flor de jardim... e lá da água escorre
Amor sem fim ...
Barca das algas
É bem chegada a hora
De calar -te coração
E assim a barca não te consome
E o silêncio não vem
Pra que amar?
Pra que gritar?
Se os ouvidos dormem
Se amiga morte vem ...
É bem chegada a hora
Que a vejo passar
Que sinto as veias
Sinto o vento passear sobre os cabelos dela...
E despida de luz ela vem
Pra que sofrer?
Ouço ao fundo violinos
Ou serão algas marinhas?
Pra que ser tão triste em uma unica canção
Sem doar - te uma lágrima se quer a letra?
Sinta o vento cantar... passear
Algas, e nada que eu tenho se transforma
E nada que fomos nos fará lembrar
De uma unica canção tão triste assim ...
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Bêbado
Pobre de mim que sou covarde
Temo esse amor a mim mesmo
E que não seja tão tarde
Para aceitar o que não tenho
Compre toda minha liberdade
Preencha me com recheio
Tome de mim a lealdade
Mais nunca o que eu fui
Poeta pobre
Jornalista de folhetim
Mas integro de verdade
Que cada um tem pra si
E se por ventura, tento lhe dizer
As más bocas dizem:
- Lá vai ele, amarelo
Vagabundo, bêbado polichinelo coxo.
Quem mandou sair pro mundo?
Poema pra músico triste
Por que tanto não querer
Se em teus ouvidos tem música
Pra que fazer sofrer tua musa?
Se la fora não há mais fina garoa
Que se compare ao oceano
Ou uma lágrima...
Sobre meus ombros
Se tardam fatos
Sobre meus lábios os licores,
Talvez algumas dessas musas
Tenham teus olhos
Mais nunca verei outra alma
Com fervores e
Com tantos compassos assim...
Dançava o maestro sozinho na sala
Os espelhos refletiam o vazio
E assim cantavam silenciosamente todas as semi fusas confusas...
Sem musa, sem noite, sem fim.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Apenas
Não quero mais fingir estar bem
Quero respirar e no ultimo segundo morrer
Nem que seja no silencio de tantos erros
No êxtase de todas as lembranças
No vazio de um quarto
Na ausência de um amor
E quando a noite cair sobre meus tristes olhos
Só verei teu semblante
Só verei tua alma
E sentirei teu abraço me acolhendo
Tão doce quanto a alegria de uma criança
Tão simples quanto um encontro
Enquanto luzes guiam um cara sozinho
Na outra calçada
Ele sou eu, correndo a própria sorte
Brincando de sombra, devaneio de leve lembrança...
De morte.
Adaga
Em você eu vejo sombra
Sou plenamente areia e fumaça
Adaga.
Tão discreta essa dor
Só se permite escorrer pelos olhos
Que não são janelas
Não tem vidro
Nem renda
Nem saia de tule
Em dias de chuva
Adaga, caminha no jardim
Tremula, plenamente morta
Eternamente vivida
Com olhos de pele
Com dobradiças
Ela voa...
Em punhos poesia
Nos olhos, janelas não
Apenas dor.
Mesmo assim, leviana
Adaga voa...
Busca um dia sorrir
Descobrir uma nuvem seca
Descobrir palavras mansas
E não mais chorar por vidraças
Tão frágeis...mais sem essa indecisão.
Tempos
Viajei em mente por vilarejos distantes
E tudo que vi foram teus olhos
Em tempos bonitos
Você me faria sorrir mais uma vez
Em tempos bonitos
Ninguém diria adeus ao que te faz bem
E todo frio seria um motivo
Seria uma cancão entre amigos
Em tempos bons
Eu repetiria todo tempo
O quanto você é único
Vamos voltar esse outubro dentro de nós
Aqui estamos nós
E em tempos bons
Eu voltaria pra casa
E encontraria você.
Good times, you just make me smile
In the air, in the sky, on the street
Nothing is to worse, that haven't you here.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Uma poesia tua
Ao teu sorriso
Eu escrevo versos
Tão invisiveis
Que até me esqueço
Ao teu pesar
Perdi meu tempo
Parei, só pra te ver passar...
Pararia a vida toda
Se assim sentisse poder
Não me basta teu perfume
Quero o amago da tua essência
Tenho tantos ao meu lado
Mais ninguém pode me ver
Tenho tantos versos feitos
Só preciso te falar...
Não deixe por conta da noite
Das estrelas ou da lua
Nem do sol ou do inverno
Uma poesia tua...
E eu sempre vou por ai
Sozinho... falta algo em mim
Que se foi junto á você...
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Marítimo
Me desculpe se mal lhe escrevo
Meu caro fantasma de letras tortas
Acontece que este velho barco que navego
É de madeiras velhas
E sempre paro em falsas docas
Sou viajante de sonhos
Desbravador de mares
Deixei tudo queimar no sal deste mar
E só me restaram estes olhares
Tão secos, cheios de areias
Cheios de esperança de terra firme
A ponto de naufragar mais uma vez...
Me desculpe tardios amores
Eu mal escrevo a vocês mais
Eu me tornei poeira do que eu mesmo procurava
Mais confesso que essa alta fúria poética
As vezes ainda vem me visitar
E assim quietamente
Sinto que ainda há algo pra cantar
Pra esses fantasmas de ouvidos surdos
E olhos mortos, vidrados no mar.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Minhas Flores
Eu tenho tido medo
Medo dessa sombra envolta do espelho
Medo das palavras
Que escorrem de lábios que desconheço
Eu tenho sentido ânsia
Um certo apego
A coisas que o vento a pouco tempo
Jogou no meu jardim...
São rosas pálidas
Mais com perfume
São plumas tristes
Mais ainda com luz
São esperança
Nas mãos de quem se assume
São águas rasas, feixos de luz
Eu tenho me sentado ao lado delas
E cantado versos de amor
Em dias tristes conto histórias
Com castelos e dragões
Em dias de sol leio cordel
Em dias frios apenas me
contento a ver o mesmo vento
Tentar por nelas, cor ...
Mais sem sucesso desistir em fim.
Pois só nos meus versos elas tem cores
Tem tem laços, tem cetim...
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Paixão
Tarda em mim
E em você
E quem mais pode saber?
Se o saber já não se sabe
Queria mesmo é me perder
Deitar eternamente nessa rede que se estende
Entre a lua dos teus olhos
E o sol do teu sorriso
E não fazer de mim mais que vento
Então me mostre o seu paraíso
Até que isso vire amor
Isso que me faz indeciso
Entre seguir ou parar
Vou brincar de ser artista
Pra dor do peito aliviar
Esquecer umas palavras
E as outras tatuar
E aos poucos em vitrais
Vou reconstruir essa calma
Calma? Que calma?
Eu quero mais é enlouquecer.
domingo, 24 de junho de 2012
Pontos Finais
Eu sempre te defini
Assim estranhamente meu
Único e particular
Uma nuvem de sorrisos
Uma brisa de beijos
Um leve presságio
De sentir uma vida inteira
Se acabar em um amor.
Eu que sou imoralmente suicida
Não tenho tanto prestigio em vida
Se não apenas esse amor
Tão louco e delirante
Ilustre diamante
Palavras que eu nunca iria te dizer
Nem cabisbaixo
Ou olhos nos olhos
Elas não existiriam,
Seriam longos pontos finais
E lágrimas de amor e razão.
Inútil sensação de querer explicar todas
(as folhas de versos do passado
que escrevi pra você, mesmo tão amareladas
continuam vividas, a badalar todos os sinos
que possam ter em uma única catedral, mas eu nunca
conseguiria dizer olhando pros teus olhos ).
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Poema do Cais
Seis poesias sem você
Sete, desde que se foi
Se foi e eu disse olá
Para um vazio,
Um buraco constante
Que sorriu pra mim
Assim que o navio bateu asas e vôou.
Eu a todo instante estremecia
Me acostumei a ter o seu sorriso
Ter você.
Me acostumei a um improviso
Deixando o dia por mim viver
E ser vivido...
Sem que eu pudesse perceber
Que existia eu.
Todas as tardes vivia
Seis poesias sem você
Mais você sorria e não lia
Com meus lábios eu também não iria dizer.
Andorinhas, Andorinhas
Sete, desde que você se foi
I said hello, someone smile to me
Blue sky, but i just want have you here.
Coisas sem sentido
Talvez eu não tenha dito
Outroras em mim vem nascer
Em pedaço de amor que existe
Maior tem de haver.
Eu que sou cego
Persisto em querer ter
Todo sentimento indistinto
Do meu padecer
E quando choro
Falo coisas sem sentido (...)
E quando entristeço
Nem o coração bonito
Pode dizer
O quanto rei possa ser
Um pagão sem destino
Com os laços atados ao desfalecer
Eu falo coisas sem sentidos
Pra tudo prevalecer
E assim moça o tempo vai tinindo
Um novo amanhecer (...)
Pessoas que passam
Eu me lembro exatamente
Dos sorrisos
Das palavras;
Quem sorriu e falou
Disse algo sobre um pra sempre
Que se acaba
E aos poucos acabou.
Acabou mesmo
E até nesse instante eu não acredito
Eles eram tão queridos
Amigos, amigos?
Parecia não ter fim
Era tal monotonia
Tudo parecia e conhecia
Me abraçavam
Andavam comigo
Como poderia isso ter acontecido
Tão de repente assim?
Era só sorriso e palavra
Não havia algo concreto
Que importasse tanto
A ponto de superar uma semana
Um ano, talvez três...
Essas pessoas passam
Passam - se os sorrisos
As palavras, passam a vez (...)
Passam - se os rios de vida
Em um ano, talvez três.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Ilusório
É melhor ser de ferro
E fechar os olhos o tempo inteiro
É melhor pra todos nós nunca querer ser o primeiro
Se salto de um vazio tão delirante e deprimente
Levemente sorrio,
Nunca fui tão contente
E enquanto eu caia
Via teus olhos,
Chorando por mim
Pedindo pra voltar
E quando sorria
Sentia o vento
Era apenas teu abraço
A me acalentar.
Viver de ilusão
Tão sóbria e digna de mim mesma
Que sinto ser melhor fechar os olhos
Fugir mesmo desse mundo
E viver no nosso amor ...
terça-feira, 12 de junho de 2012
Depoimento do parvo
Cores fortes
Saudades triunfais de tempos remotos
Eu sou uma relatividade infinita de confusão e amor
Preto e branco
Temos tanto a dizer e guardamos
Pensando ter auto valor
Mais nem é tão ouro assim
Jóia rara de cetim
Egoista por prazer
Na noite fria vem aquecer
Essa grande solidão
Sempre foi eu e você
Sobre asas mas sem direção
Sem nada a dizer
Esperar por um silêncio
Nem era tanto ouro assim
Sentimento desbotado
Sobre um coração de marfim (...)
Ela sorria e parecia o sol
Eu via a paz e tanta luz
Eu amava pelos gestos
Pelos olhos me seduz
Menina que me fez brincar de rei
E morrer em chamas frias
Restaram elas (apenas tardes vazias).
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Passou
E se tudo passar
E eu nem perceber
Se você chorar e ninguém ver
Se a chuva cair e o rio não correr
Eu estarei cantando baixinho
Quem sabe assim tudo volta
O lugar se refaz em plena luz
Quem sabe assim a vida nos assiste
E de novo abriremos as mesmas janelas
Aquelas com cheiro de madeira
E as moças bonitas nas sentinelas
Tudo tão puro e jovem
Um amor letal
Há um coração velho
Pobre e mortal
E se a mesma música tocar
Ali naquela vitrola
Eu e você no nosso amor
Dançaremos até que a noite apareça
E desejaremos nunca parar
Por que tudo acaba pelo ar
Mais nunca se morre um amor
E uma música fica a tocar ( ali naquela velha vitrola ...)
sábado, 9 de junho de 2012
Bonecos de prata
Não pode ver
Esse calor que arde
Tarda a me aquecer
Nem peço que entenda
Just feel (...)
E quando gritei o silêncio engoliu
Sucumbiu minha dor
Impedindo que você me ouvisse
E eu nem mais poderia cantar
E eu nem mais me limitaria a poetizar
Versos de saudade
Alegria ou solidão
Eu tenho sentido falta de mergulhar em
Qualquer outro ouro simples
Que não faça sentido na vida de todos
Mas possa vir a valer a minha
E de todos esses bonecos de prata
Obstinados de coração e alma.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Dias de paz e guerra
Estes são os meus dias sombrios e tristes
Meu cobertor de paz e guerra
É estranho ver o quanto vocês são bons
Em fingir, fingir que não me vêem lutar.
Estes são apenas dias de inverno sem você
Mas cada vez que te sinto dentro de mim
Me aqueço
É muito mais além do querer amar
É se sentir completo pela primeira vez.
Apesar de tantos erros
Adormeço levemente de frente ao fogo
Que eu mesma ascendi
Mais no fundo todas as personagens
Deixam as máscaras cair
Ai então estaremos nus
Cobertos apenas de paz e guerra
Interpretando apenas quem realmente somos
Querendo vencer no fim
Por que na verdade
Estes são apenas dias sombrios e tristes (...)
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Vertigem
Tudo em você estremece em mim
E quando eu te beijava
Na minha cabeça
Compunha versos
Que não tinham fim
Eu era o fim
Eramos nós dois e o mundo
Eramos apenas um sol
E quando o mundo girava
Eu era você
E você esteve andando por dentro de mim
Me conhece melhor agora?
Mas eu era o fim
E você a aurora
Desdenhei um amor
Completei uma dor
E compunha versos
Que não tinham mais [fim].
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Oculto
Eu vou embora dos teus olhos
Aos poucos me despindo
Fazendo do teu desejo
O último sorriso
Nada que uma tarde fria não cure
Ou deixe na memória
Nada que uma palavra ou abraço
De quem não tem hora nem lugar
Que não pertence nem a mim
Nem a você.
Desenho oculto no ar
Só quem quer pode ver.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Poema antigo
Mesmo que um dia
Você ouça meus poemas por outros lábios
Escritos por outras tintas
Ainda assim, serão meus.
Ali minha dor escorre
Perceptivél incontrolavelmente meu.
Mesmo que não se entenda
Se acabe egoista
Ou alegre demais, será pra sempre um motivo
Apenas uma desculpa, pra que você me ouça
Falar de todos sentimentos que você não leu.
Um pouco
Mantenho meus pés na areia
Triste é essa manhã que chora
Chora arrependida da lua que perdeu
Mantenho meus olhos fixos
Nessa areia
Acho que aprendi a perder tudo aos poucos
E essa é minha dádiva
Brincar de ser donzela
Mantenho o medo longe
Mas sou íntima do perigo
Tentando ser diferente
Tornar ele, meu âmago
Melhor amigo.
E mesmo assim sentirei perder tudo aos poucos...
Mas acho que no fundo
Não quero isso para sempre.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Tarde demais
E já é tarde pra se resgatar
Da escuridão todos os sorrisos
E o brilho que nos iluminou um dia
E já se torna tarde pra mim
Acreditar em estrofes de alegria
Em coisas boas
Se você mesmo já não se tem mais.
Hoje apenas se torna impossivél
Escrever sobre a minha dor.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
E.S
É mais fácil desistir
Ser covarde e não lutar
Mais fui feita do avesso
E prefiro tentar
Algo de bom você deixou pra mim
Além de estrelas
De mar, nuvens e amor
Eu que sou de vidro
Que ardo no primeiro sonho impedido
E me desfaço em cinzas no chão.
Discurso sóbrio
Acho que estou bem
Tento entender assim
Ficar por isso mesmo
Sorrir até o fim
Uma última dose de veneno
Só pra abrir a vida
Uma última gota de lágrima
Pra calar a dor contida
Apenas uma última dose de tristeza
Pra deixar de estupidez
E admitir que essa sou eu mesma.
De pés virados em compasso ternário
Andando pra trás
Vivendo ao contrário
Com um buraco no peito
Que é só meu
[E dos suicidas, entediados deixando a vida escorrer pelas mãos frigidas ...]
Cálice
Algo se apagou em mim
Brilhava intensamente
E ninguém nunca viu
Era um cálice esquecido
Ou um coração partido
Tanto faz o sentido
Quando não se tem mais o que dizer
Algo se foi de dentro de nós
E apagou o nosso brilho
Aquele que nem pedimos pra ter
Algo se apagou em mim
O brilho reluzia a minha dor
Transpassava melancolia
Tocava e pulsava um piano
Nossas paredes cantavam
Você apenas brilhava
E ninguém nunca viu.
Eu te fiz sorrir
Um sorriso bem largo
Eu poderia estender uma rede sobre ele e repousar
Algum sábio poeta já disse ao mundo
Que é impossível viver sem amar
Mas quando se sorri
Tudo basta
Tudo acaba
O começo abraça o fim.
Em memória
A melhor coisa que levo comigo
É um sorriso seu
Assim como uma manha de domingo que ainda não veio
Tão bom é o devaneio de se permitir viajar
Viajar em sonhos brandos
E sem abrir as asas
Poder voar ...
Mesmo que em face
Você não me reconheça mais
Eu sempre terei teu semblante junto a mim
E o universo se abrirá
Em memória dos teus olhos.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Resposta do poeta a carta
Te garanto que transmuto
Entre os fins e o itinerário
Se fosse tão parvo assim
Seria mais vulneravél parecer -se comigo
E vagar pelo universo
Sou poeta triste, feliz, livre e paralelo de mim
Minha amiga morte
Disse que ao nascer tenho sorte
Por estar abaixo do sol
E com a mente na lua
E tu que é amarelo
Ouve rezas pagãs e diz amém
Tu que escreves de mim
Sem se dizer quem te ensina a viver
Se não for a vida
Não irá sofrer,
Muito menos aprender
como aprendi.
Querendo bater de frente
Comigo pobre coitado!
Não sei amar
Mas ainda te observo
Indignado com tanta
Monotonia que já perdi a rima do verso.
Carta ao poeta
Bem que você me disse
Que poeta sabe mentir
Se não esta se faz triste
Só pro verso sair
Se feliz fica desiste
De tentar exprimir
Se reprime escreve
Até que desiste de si
Desiste e engana a si próprio
Triste é acordar
Pensar ser sábio
E do nada transmutar pelo imaginário
Pois poeta não sabe amar.
Velhos lobos
Hoje parecemos duas crianças
Lembrando e rindo de nós mesmos
Hoje apenas a temperança
Faz de nós
Velhos marinheiros
Náufragos de areia
E sempre tão vazios de mar
Se sentisse aquela velha energia
Teria coragem de repaginar a antiga vida
De viagem por viagem
E voltar ...
Voltar essa ampulheta
E ver que faria de novo as mesmas coisas...
Se este mundo não é mais meu
Quem me pediu pra abrir os olhos
e parar de sonhar?
Se nada está como era pra ser
Mesmo velho marinheiro nesta vida sóbria
Prefiro não mais acordar.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Calçadas de manhã
Perdi a noção rumo as beiradas
Dessas velhas e longas calçadas
Que por muito tempo andei
O fato e que mais nada me lembra
As histórias que sem querer deixei
Que fossem acontecendo
Andando automaticamente
E depois virar robô de mim mesma
Ser atropelada por lembranças assim
Tão passageiras ...
Por essas calçadas mudas
Repleta de possas nuas de verdade e amizade
Todas juntas indo pra escola...
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Pés no chão
Entre esse querer e a razão
Fecho os meus olhos um segundo
E sinto falta dos pés no chão
Se amanha já não importasse mais
Tanto faria se eu vivesse olhando pra trás
Ou não
Dando meia volta
Em todos que me esqueceram
Dizendo o que eu não disse
Apenas vivendo
Vivendo um ontem que não faz sentido
Mais, espera!
E o coração?
Aquele que se quebrou
Virou sombra, escuridão
Ah, esse não volta nem pede perdão.
Toda água dada, secou em vão.
E assim eu acordo
E torno os pés no chão.
Estrofes pra você
As coisas podem não ir bem
O dia pode não me sorrir
Mais não vou deixar de ir além
Das montanhas que quero ir
Quero estar no vazio
Sem faze - lo deixar de ser
Quero pertencer ao frio
E no seu abraço me aquecer
Mergulhar em rios sombrios
Com medusas sem poder
Apenas cantando
Estrofes sem sentido
Pra você não entender
E assim moço
Eu vou te desenhar
Tão sereno e disposto
Que em tuas mãos irei tocar
Mas com toda a fumaça
Seu semblante a sorrir
vai aos poucos se afastando de mim.
Eu odeio despedidas
Mal escritas assim ...
terça-feira, 24 de abril de 2012
Árvore
De tanto esmero
A esperar, árvore
Como consegue me preencher
Em tanto meio e fim?
Se outono cair em mim
Eu ainda te verei bela,
Olhando junto a mim
A tarde dizer tchau.
De tanto te olhar
Casei mil vezes
De tanto te respirar
Suspirei exausta e fui dormir.
Mais com o vento
Tuas folhas finas
Se estremeciam sobre mim.
Certa Tristeza
Me desculpe pois sou triste.
Tenho essa ausência de não ser
Me desculpe se existe
Algo que nunca poderei ser
Me desculpe mais sou triste
Nasci no ato de morrer
Na impureza de ser frio
No deserto âmbito de ser
Algo que meramente existe
E aos poucos deixa de ser
A maior tristeza que existe
Um buraco no amanhecer
Me desculpe mais sou triste
E nada mais pudera ser.
Me desculpe mais sou triste
Nasci no ato de morrer
Na impureza de ser frio
No deserto âmbito de ser
Algo que meramente existe
E aos poucos deixa de ser
A maior tristeza que existe
Um buraco no amanhecer
Me desculpe mais sou triste
E nada mais pudera ser.
A ultima vez
É a ultima vez que vou chorar
Sem ter o por que
Prometer amar e no final sofrer
É a ultima vez que deixarei a lágrima correr
Por um amor que não me faz viver
Normal
Eu te esperei por tanto tempo
Agora tudo é tão perfeito
O seu sorriso, todo teu jeito de me amar
As horas passam todas iguais
Nada tão fora do normal
Eu fico apenas a te esperar
As vezes em segredo
Tento esconder o medo
De ver longe de mim
Só de te ver partindo
Todos os sonhos fugindo
E não sobrar nada pra mim
Por que sem você
Nada faz sentido
Cada segundo seria o mesmo
Pois sem você
Eu sinto, que não há outro jeito
Que me faça querer voltar a viver
Pois só com você
Eu sei que consigo ser
Eu mesma.
Eu mesma.
Tentar
Fechar os olhos e não acordar
Sentir o vento e não estremecer
Sentir amor e aos poucos
Ir ... tentando dizer
Que sinto muita coisa
E não da pra saber
Saber se vai ficar ou passar
Mesmo sem ter pra onde ir.
Sentir o vento e não estremecer
Sentir amor e aos poucos
Ir ... tentando dizer
Que sinto muita coisa
E não da pra saber
Saber se vai ficar ou passar
Mesmo sem ter pra onde ir.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Comigo
Profundamente tocante
Porém impermeável
Não se perfura um coração
Não se escolhe chave
Não se tem razão
Um músico sem clave
E choram todas as quimeras tristes
O outono não se abre
Se vão todas melodias
Elas as lágrimas e seus olhos
Ahh se poesia cortasse
Perfurasse uma sóbria ilusão
De comandar destinos
Em estrofes de canção.
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