terça-feira, 21 de agosto de 2012
Adaga
Em você eu vejo sombra
Sou plenamente areia e fumaça
Adaga.
Tão discreta essa dor
Só se permite escorrer pelos olhos
Que não são janelas
Não tem vidro
Nem renda
Nem saia de tule
Em dias de chuva
Adaga, caminha no jardim
Tremula, plenamente morta
Eternamente vivida
Com olhos de pele
Com dobradiças
Ela voa...
Em punhos poesia
Nos olhos, janelas não
Apenas dor.
Mesmo assim, leviana
Adaga voa...
Busca um dia sorrir
Descobrir uma nuvem seca
Descobrir palavras mansas
E não mais chorar por vidraças
Tão frágeis...mais sem essa indecisão.
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