quarta-feira, 23 de maio de 2012
Vertigem
Tudo em você estremece em mim
E quando eu te beijava
Na minha cabeça
Compunha versos
Que não tinham fim
Eu era o fim
Eramos nós dois e o mundo
Eramos apenas um sol
E quando o mundo girava
Eu era você
E você esteve andando por dentro de mim
Me conhece melhor agora?
Mas eu era o fim
E você a aurora
Desdenhei um amor
Completei uma dor
E compunha versos
Que não tinham mais [fim].
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Oculto
Eu vou embora dos teus olhos
Aos poucos me despindo
Fazendo do teu desejo
O último sorriso
Nada que uma tarde fria não cure
Ou deixe na memória
Nada que uma palavra ou abraço
De quem não tem hora nem lugar
Que não pertence nem a mim
Nem a você.
Desenho oculto no ar
Só quem quer pode ver.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Poema antigo
Mesmo que um dia
Você ouça meus poemas por outros lábios
Escritos por outras tintas
Ainda assim, serão meus.
Ali minha dor escorre
Perceptivél incontrolavelmente meu.
Mesmo que não se entenda
Se acabe egoista
Ou alegre demais, será pra sempre um motivo
Apenas uma desculpa, pra que você me ouça
Falar de todos sentimentos que você não leu.
Um pouco
Mantenho meus pés na areia
Triste é essa manhã que chora
Chora arrependida da lua que perdeu
Mantenho meus olhos fixos
Nessa areia
Acho que aprendi a perder tudo aos poucos
E essa é minha dádiva
Brincar de ser donzela
Mantenho o medo longe
Mas sou íntima do perigo
Tentando ser diferente
Tornar ele, meu âmago
Melhor amigo.
E mesmo assim sentirei perder tudo aos poucos...
Mas acho que no fundo
Não quero isso para sempre.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Tarde demais
E já é tarde pra se resgatar
Da escuridão todos os sorrisos
E o brilho que nos iluminou um dia
E já se torna tarde pra mim
Acreditar em estrofes de alegria
Em coisas boas
Se você mesmo já não se tem mais.
Hoje apenas se torna impossivél
Escrever sobre a minha dor.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
E.S
É mais fácil desistir
Ser covarde e não lutar
Mais fui feita do avesso
E prefiro tentar
Algo de bom você deixou pra mim
Além de estrelas
De mar, nuvens e amor
Eu que sou de vidro
Que ardo no primeiro sonho impedido
E me desfaço em cinzas no chão.
Discurso sóbrio
Acho que estou bem
Tento entender assim
Ficar por isso mesmo
Sorrir até o fim
Uma última dose de veneno
Só pra abrir a vida
Uma última gota de lágrima
Pra calar a dor contida
Apenas uma última dose de tristeza
Pra deixar de estupidez
E admitir que essa sou eu mesma.
De pés virados em compasso ternário
Andando pra trás
Vivendo ao contrário
Com um buraco no peito
Que é só meu
[E dos suicidas, entediados deixando a vida escorrer pelas mãos frigidas ...]
Cálice
Algo se apagou em mim
Brilhava intensamente
E ninguém nunca viu
Era um cálice esquecido
Ou um coração partido
Tanto faz o sentido
Quando não se tem mais o que dizer
Algo se foi de dentro de nós
E apagou o nosso brilho
Aquele que nem pedimos pra ter
Algo se apagou em mim
O brilho reluzia a minha dor
Transpassava melancolia
Tocava e pulsava um piano
Nossas paredes cantavam
Você apenas brilhava
E ninguém nunca viu.
Eu te fiz sorrir
Um sorriso bem largo
Eu poderia estender uma rede sobre ele e repousar
Algum sábio poeta já disse ao mundo
Que é impossível viver sem amar
Mas quando se sorri
Tudo basta
Tudo acaba
O começo abraça o fim.
Em memória
A melhor coisa que levo comigo
É um sorriso seu
Assim como uma manha de domingo que ainda não veio
Tão bom é o devaneio de se permitir viajar
Viajar em sonhos brandos
E sem abrir as asas
Poder voar ...
Mesmo que em face
Você não me reconheça mais
Eu sempre terei teu semblante junto a mim
E o universo se abrirá
Em memória dos teus olhos.
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