segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Aquele pra você


E sempre vai ter algo de mim em você
E assim será o mesmo
De você em mim.
Proporcionalmente inverso
Aquele sorriso é quem vai dizer
O quanto o amor é verdadeiro
Eu estou na chuva mais sem você
Nada faz sentido
Nem água, nem os raios ou um seco abrigo

Como crianças nossos corações nos levam
Pra brincar por entre as poças
Por entre beijos
Calor sem fim
Agora secos e íntimos do mesmo sentimentos
Sentimos o cheiro de terra molhada
Flor de jardim... e lá da água escorre
Amor sem fim ...

Barca das algas


É bem chegada a hora
De calar -te coração
E assim a barca não te consome
E o silêncio não vem
Pra que amar?
Pra que gritar?
Se os ouvidos dormem
Se amiga morte vem ...

É bem chegada a hora
Que a vejo passar
Que sinto as veias
Sinto o vento passear sobre os cabelos dela...
E despida de luz ela vem
Pra que sofrer?
Ouço ao fundo violinos
Ou serão algas marinhas?
Pra que ser tão triste em uma unica canção
Sem doar - te uma lágrima se quer a letra?
Sinta o vento cantar... passear
Algas, e nada que eu tenho se transforma
E nada que fomos nos fará lembrar
De uma unica canção tão triste assim ...