quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Condição




Me deixe respirar
E me leve mais além
Além dessa liberdade tão pouca
de prender- me em outro alguém.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sem parar

E se eu gritasse,
Se eu corresse,
Se dançasse eternamente,
A ultima valsa que prometesse,
Fazer só o nosso mundo girar
Sem parar, sem parar
E esse medo de tudo mudar
Fosse deixando a mutação entrar em mim
Mas se você me olhar nos olhos
Continuaremos a dançar
E talvez eu não perceba o mundo girar
Nem a noite acabar
Eu só pretendo fechar os meus olhos
E viver em um sonho bom
Sem parar, sem parar
E toda vez que me abraçar
Eu não sentirei aquele medo de um dia
De repente, ver tudo mudar...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quando a morte mata o amor



A dor é uma mulher que anda nua
Persuadi a pele até abrir a ferida
A dor é pura, assim como a realidade é na vida
Mas toda vez que ela te toca surge na tua vida um anjo
que nunca vai deixar, vai olhar por tuas lágrimas e no teu sono mais profundo
vai te amar.
Por isso meu amigo, ignore tanto sofrer
A vida é escrita de forma que só os anjos podem ler
E se o teu amor se tornou um sem você querer
Fique em paz assim como ele, que cuidará sempre de você.

te amo não fique triste.

para Everton Camoleze (...)

by: Jeh Souza

As flores



Ahh flor me diz,
Quem sou eu ?
Ninguém sabe
O que condiz?
A eternidade
Ela sorri, por que eu sou louca
E se eu me quebrar
Ela me refaz pétala, por pétala...
E me pede pra que nada nessa vida faça sentido.

Definição



Não quero entender motivos
Eles nunca me serviram pra nada
Não é assim fechar os olhos
Pra entender essa charada
A vida é tão ilusória, quanto a sensação de se estar vivo
E se isso tudo for realidade
Prefiro o inanimado indefinido.

Eu escrevi uma canção
Que só tinha três versos
Eu desenhei um coração
Abandonado em um deserto
Retalhado com amor
Sem rumo, sem destino
E que a vida ilusória confunde
no horizonte retilínio.


Monólogo



Me mostre o contrário do que você é
E isso será o que eu quero ver
Me mostre teu medo, vontades e sonhos
E eu desejarei te-los por você
Eu quero sentir
Eu quero ter
E cada vez que partir levarás um pedaço de mim
E quando voltar me trará de algum lugar
Um pedaço de nuvem e um sopro de vento
Sem nem um pesar sem nenhum lamento.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pra falar de céu e mar



Hoje tanto faz
Sorrir o chorar
A idéia de que tudo vai passar
Me faz querer sonhar
Por que só o sonho, vale a pena
Rasgando os instantes que abraçam a saudade
Por que só o instante vale a pena
Nele se misturam mentira com verdade
Por que só amor vale a pena
E que se ame por toda a eternidade
As asas de um anjo que perde a pureza
Pra sonhar com um amor fora da realidade...

E nesses versos vão escorrendo
As luzes de uma manhã, as lágrimas pelo véu
No meio de tantas nuvens que o céu vai tecendo fio a fio
Algodão que desagua no rio, pra me tocar nesse oceano...
Por que ele só ele e o céu valem a pena.

Pedaços



Eu quero o real
Do teu imaginário
Eu quero morar neste relicário
E nesse coração tatuar a memória
De tudo, do mundo, o avesso da mesma história.

E que minhas mentiras
Não desviem a direção dos passos
Eu vou tentar seguir de olhos fechados
Eu vou tentar não desistir
Pegue seus sonhos, sua coragem e sua solidão
De tudo, do mundo e o inverso de uma paixão.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O mundo não é mais o seu



E até quando o circulo se fechar
Eu irei te amar
Vou sentindo cada estrela se apagar
E se for fechar os olhos
Não irá perder seu coração no tempo
O mundo não é mais o seu...

Até quando eu vou negar
Que só serei feliz se souber te amar
E até quando iremos deixar
Que essas lágrimas tentem nos inundar
Com esse sal, que bloqueia o mesmo mar
O mundo não é mais o seu...
Mas nunca estaremos sozinhos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um pouco mais



Eu quero só o teu sorriso
E nada mais...
Eu quero só o teu abraço
Pra confundir - me mais ainda
nesses laços...
Eu quero me render a essa sensação
Talvez você nunca entenda
Esse meu silêncio quer você
O meu coração me faria andar mil milhas por você
Algo sobre mim diria uma parte de nós dois
Sem que eu tenha que chorar
Pra dizer que preciso e sinto falta
O meu céu pede um pouco mais de luz
que só seus olhos podem dar
E só de te sentir passar essa noite
Me dê o seu melhor
Me dê o seu melhor
Por que o meu coração me faria andar mil milhas
Só pra te encontrar
Sem que eu tenha que chorar
O nosso céu pede um pouco mais de luz...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Momento

E o que você me diz dessa razão?
Eu não conto mais o tempo
Eu conversei com o coração
E sei que não é só de momento
Não é profunda ilusão
Calar-se com contentamento
Eu quero apenas que a paixão
Seja o amor de corpo inteiro.

E o que você me diz dessas palavras ?
Que andam por ai dizendo
Mais vale o preço da tua lágrima
Se o sentimento é verdadeiro.
Me dê o abraço que me falta
E o resto entregue ao vento
O que o tempo não apaga,
é o que realmente tem firmamento.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A morte do poeta



Mãe eu quero ser artista
E ver com estes olhos o que ninguém pode ver
Mãe, eu acho que gastei o meu tempo
Sendo tudo o que eu não deveria ser
Agora sou poeta
E assisto o sol nascer
E se tivesse que fazer algo agora
Mãe eu escolheria te ter,
Pois tu sempre foi minha aurora linda do amanhecer
E em páginas tristes,
vou descrevendo o meu ser
Escorrendo nos meus versos a ausência de você.
Poesia incompleta que completa meu ser
Mas mãe eu sou poeta,
Ninguém vai reconhecer
Mas se um dia com desgraça
Eu venha a morrer, talvez alguém venha a ler
Essa canção sem melodia descrita em nuvem morta
E não me deixe no esquecer
O castigo de uma alma não é se perder
E sim ser esquecida pelos que ainda estão a viver.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pamela



Ela tem um tempo,
uma lágrima,
um motivo e uma canção.

E tem esses olhos
Vidrados por um coração que não vê.
Ela tem um limite entre o real e a ilusão.
Me de um modelo á perfeição
E estará tudo bem.
Ahh, menina dos olhos de marfim
Que o abraço sem fim é o laço mais forte que te une
A esse extremo norte, de sorrir impune
A beira da própria sorte
Não entenda
Não se prenda
O mundo esta tão pequeno
E neste canto de dezembro
Vou esticando o tempo
Só pra dizer seu nome ...


Carolina



Você tem outra face
Essa ninguém vê.
Você esconde os fatos todos pra você.
Carolina, olhe só você!

Digam todos, digam o que ela vai ser
Carolina, Carolina ninguém consegue ver.
Você é transparente
Está a um certo tempo a frente
Desse lado a mercê.
Carolina, Carolina no meio de tanta gente
Anda só e descontente,
Nada é tão bom quanto o querer
Carolina, Carolina não venda o teu sorriso
Em troca de um paraíso
Que você não pode ter.

Carolina, a vida é límpida
E você pode escrever quando quiser,
E você pode chorar sem ninguém ver,
Ou dançar sem ter por que.

Mas Carolina, Carolina nunca deixe de viver
Esse segundo que está atrás de você e vai passar
Como um sonho pra sonhar
Sempre terá o seu poder
Carolina, você é estátua de vidro
Caminho sem destino
E quando não der pra ser feliz,
Não se entregue por um agora,
Carolina, não há como ir embora
O mundo de dentro, é o mesmo que o mundo de fora.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Algum destino



Eu quero mesmo é essa paz
Essa sensação de apego e desapego continuo
Eu quero mesmo
É sentir bater mais forte
O sino, o vento, o amor sem destino.

E se tiver que chorar
Que seja por amor
Apenas isso
Vai valer a pena.

E se tiver que sorrir
Que seja com você
E se tudo tiver que passar
Eu quero assistir a vida toda
Do lado de quem realmente
Saiba amar e não me feche os olhos
Em uma página de adeus.

Ver o sol



Eu vou fugir
Onde você estiver
Poderei ir
O teu olhar eu vou seguir
Eu só queria poder ver o sol.

Eu quero estar, em todo lugar
E preencher esse vazio.
Manipular mais uma vez esta incerteza.
Estou incerta, e isso é melhor
Do que ter a certeza de um pior
Eu só queria poder ver o sol.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pétala



Eu fecho meus olhos
Por um segundo eu toco o amanhã.
Eu caio em pedaços
Pétala que cai,
Solta em nuvens densas da terra que o vento sopra.
Ela sou eu.
Eu estive aqui por tanto tempo.
Que o tempo se esvai...
Sonhando com cada segundo
Em que senti o seu abraço
E a pétala que cai sou eu em pleno devaneio
Entre a razão e os seus olhos me roubando o que já não tenho.

Não há



Somos capazes de sorrir nesse silêncio
Na penumbra dos pensamentos
Que invadem
Não há lugar,
Não há por que,
Só um motivo pra querer viver.

Ou querer que fale mais alto
Que o sentido de simplesmente existir
Não há lugar, que te faça ficar
Não sentir é apenas a ausência de palavras
Que possam tentar transmitir... E mesmo com essa abstinência
Sempre.. seremos capazes de sorrir.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Inversão




Eu quero só entender
O que esse coração diz
Eu quero só sentir
O inverso do que me condiz

E nessa inversão
Espero encontrar seu olhar
É só o que preciso
Pra entender o que é amar
Não me nego pensar em sofrer
Só não quero correr o risco de perder
A chance de te ver sorrir outra vez
E silenciosamente vou imaginar você chegar
E mais uma vez nesse silêncio vou esperar você chegar
E silenciosamente vou tentar deixar transparecer
É pra você quem escrevo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E se ...



E se o dia apenas deixar de ser
Tudo o que você precisa pra viver
E se no sorriso não houver
mais um motivo pra ficar,
E se todo medo morrer no silêncio
Dos tristes erros
Eu ainda vou admitir que não sei amar

Eu menti, sem saber
Não dá pra construir sentido
Em algo que não se tem como dizer
E se esse sentir, de repente se tornar tudo
Eu colocarei no topo
Mesmo sem o ter
Eu não sei amar
Não descobri mil vezes um erro
Mas nunca irei calar,
O eco imenso dos desejos.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Isso



Eu detesto ter que
Ser algo que você vê.
Pra que preste atenção em mim
Para então não ser o que você pensava de mim
Um estranho no espelho
É o meu
Um desejo a menos
Pra que possa entender
Que apenas detesto ter que ser
Isso.

Eu não sei amar
Nem fazer verso
Eu só sei chorar
Nem implorar o pesar
Eu sou o meu próprio lado inverso
Retido nesse avesso que me tornei
Hoje nem mais eu sei
Não venha entender.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O que não existe

E não existem mais
Tantas rimas de amor
Talvez nem ele.

E não existe mais a mesma dor
De se amar eternamente.

And when you look back
And nothing can see
I try to write your name
In the sea...
From that are you looking for love.
And that does not exist.

{E quando você olhar pra trás
E nada puder ver
Eu procurarei escrever seu nome
Na beira do mar
Pelo o que você procura amar
E que não existe.}

Jeh Souza.

sábado, 16 de outubro de 2010

Tudo que é meu



Tudo que é meu
É teu também no pleno ato
de se enganar.
Tudo nesse mar é seu
Pelo pleno desejo de naufragar.
E todos esses erros também são meus
Jogados ao mar
E tudo que é meu,
só pertence a mim e ao teu olhar.
Não tente me roubar a unica coisa que tenho
Estas palavras sombrias
De quem não sabe viver.
E tudo que for meu, vou deixar o mar levar
Pois não sei nem viver, nem amar
Tenho lembranças
E tudo nessa vida é um devaneio
E é teu também este meu anseio
Tudo nesse mar é seu
Pelo pleno desejo de naufragar.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Metade



Eu parti o nosso amor em pedaços
Sem provas e promessas
Que possam nos afundar
Te levando pra longe
Uma história de mentira
Um sorriso imaginário
Sem dizer uma palavra
Sinto perder.

Eu não sei amar pela metade
Não sei transferir tudo em um olhar
Não sei meio sentir.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Querer



Eu queria um motivo que me fizesse ficar
Não ficar, por simplesmente existir
Ou entender o que é de fato amar.
Se eu sonho em sonhar
Neles tem seu abraço
Um sorriso
Um olhar...
Não faz sentido o que faço.

Sentido



Eu cansei de ver
Tantos rostos tortos,
Eu cansei de ter tantas máscaras pra não ser
Este eu tão estranho que eu mesma desconheço.
Eu preciso apenas acreditar
Em algo me me queira
Deixar exalar o perfume
Das flores que te vi matar.

Deixar sangrar...
E as palavras...
E o amor...
E as rosas...
Eu e você.
Pois cansei, de ter tantas mascaras e não ser.

Mesmo sendo alguém que você não vê.
Me basta apenas acreditar ser.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Particular



Quando vejo seu olhar
Meu amor eu sempre esqueço
Me dá um frio de pensar
E quase sempre me perco.

Quando vejo seu olhar meu amor
Eu estremeço, e não basta só olhar
Eu sempre vejo o começo
De um novo jeito de amar
E assim eu me rendo
A este íntimo tão particular
Onde é só você e o desejo
De continuar ou enganar
Se vendendo a esse ensejo
Quando vejo seu olhar...
Ahh esqueço!


Partida



E do mesmo olhar que deixei
Partirei no seu tom de despedida
Nos versos não terminados
Traçando um rumo de vida
E sem esperança que adormeça os laços
Atando todas as feridas.

Eu me desfaço em pedaços
De histórias tão repetidas
Vividas sobre o cansaço
De saber que são escritas
Por estrelas tão apagadas
Tortas ou esquecidas.

E caso me pergunte onde guardei a felicidade
Me volto a lembrar do seu olhar,
Indo embora...



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Anseio



Eu não quero esse amor
Não mais,
Este que me faz chorar.
Eu não quero ter que lembrar
De tudo o que foi um dia.

De mentira já me basta acreditar
Que existe um lugar melhor pra sonhar.

Mas um sonho pode se perder
Não se pode assim sonhar
Nas mão de alguém morrer
Ou deixar de existir.
Um sonho pode se perder
Tendo um triste fim.

L.M


sábado, 18 de setembro de 2010

Contentamento



Todo medo é cordial
Ao coração que sofre
Não quer mais viver.
Não sem você

Toda lágrima que corre
Não sei por que
E já nem quero mais saber
São sempre as mesmas coisas
Me machucando de maneiras diferentes
São sempre os mesmos rostos
Com feições que a gente entende.
É sempre em mim
esse contentamento, incerteza de ser
O mais complexo sentimento
Não quero mais entender.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Volta



Amor busque a felicidade
E a traga de volta para mim
E traga também uma estrela
Que seu brilho não tenha fim
Me dê a certeza, de que não somos só mais um
Ou essa sensação de ser nenhum.

Amor me traga de volta a tarde
E a vontade de sonhar
Junto com os sonhos, que você me levou embora
Todos no teu olhar.

Deixa as águas levarem embora
Essa sensação de ter que dizer adeus
Assim tão sem sentido, apenas solidão.
Esse vazio tão fundido dentro do coração.

Amor me deixe no corpo teu perfume
Dos abraços que me deu
Me deixe tua alma, e o sentido
Desse sentimento seu.

Imprecisão



E pra ser feliz?
Do que preciso?
E pra entender este meu lado impreciso.
De dizer o que não sinto,
De enrolar todos vocês
Vocês que me odeiam
Me odeiem mais uma vez.

O meu ponto de equilíbrio
É um enigma até para que eu mesma entenda.
Não me dê palavras, nem certezas, muito menos compaixão.
Vamos nos dar extremos, sentidos e sentimentos
Pra fazer pulsar o coração.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Invisivel



O amor fere, pulsa

O tempo fere, mais ainda

não cura;

Tente entender atrás das palavras.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Passageiro



Hoje eu me ausentei de mim mesma
De uma maneira que nunca imaginei
Hoje procurei os teus olhos
Em um lugar onde eles nunca existiram
Mas a certeza de tudo aquilo que eu sei
Ainda me bate dentro de mim
Me soca o peito
Minto apenas para eu mesma.
E de nada me faz efeito.

Eu hoje me sinto viver
De uma maneira da qual não sei dizer
Se a lágrima que vi era verdadeira
Ou se foi mais uma que forjei querer,
E que não precisarei de um segundo se quer
de vida para que possa pensar sobre o que é viver.

Querer acreditar que tudo é efêmero
Querer deixar de ser de corpo inteiro,
Me resta ruínas do que não tenho
A alma completa o que não tem recheio.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Autônomo



Me parta em pedaços
Me leve com você,
Me faça o retrato do imaginário que você vê
Dando a graça do sorriso que nasceu
Escondendo o branco do preto
Revelando aquilo que desconheço
Me faça autônomo
Me faça teu.
E assim me guarde o momento
Dos risos teus.

Tão igual a você


Eu sou assim como você me vê
Sou vazia por dentro
Tão igual a você.
Sou assim e não sei se mudarei,
Passo o tempo todo
Fazendo versos,
Revirando palavras em sentimentos
Pra tentar buscar esses sentidos que não sei.
Esta necessidade absurda de querer entender
Talvez até mesmo aquilo que não exista.
Mas insisto em tatuar esta árdua sensação de fim.
Eu sou assim tão igual a você.

Fico aqui pressentindo
Você indo embora
Tão distante, quase sumindo
Então com minhas palavras tão imprecisas
Quanto minha vontade de reagir
Sinto tudo acontecer outra vez.
E mesmo assim olhando nos teus olhos posso dizer
Eu sou assim como você me vê
Eu sou assim totalmente igual a você.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Separados pelo amor




Separados pelo amor
Assim estamos
E cada vez que olho nos teus olhos posso entender
Separados pelo amor,
Mais do que deveria ser.

Ela continua a balançar
Sentindo o vento em seus movimentos
Há um pouco dele,
Na verdade ela é totalmente ele.
De uma maneira que a imaginação não pode desenhar
Separados pelo amor
E ele perdeu o controle
Não sabe mais o que é real
Separados por um sentimento que une,
Que destrói e se refaz
Sem precisar de um silêncio se quer,
A harmonia que a vida rompe
O amor resgata em um olhar
Separados por um amor que se revela sem pensar
Ela continua a balançar
Naquela tarde tão vazia
Talvez fosse noite
Madrugada ou dia,
Mas a Ilusão abraça forte
Perssuação de quem ama,
Ele sabe que seu coração esta em chamas
Em dois cantos diferentes de um mesmo mundo
Se tem um sentimento profundo
E na ausência eles se amam em segredo
Separados pelo amor que une o mesmo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pretenção



Eu queria mesmo era fugir
Desse sentido, que bagunça meus dias
Acho que nem sei mais como me perder
Nesses dias tão monótonos,

em que eu não sou mais eu.

Acho que não sinto amor
Ou deixo-me enganar pelo o que penso.
Sou tão simples quanto

a dor que desata no único momento.
Me entender é tão fácil e patético,
Que nem quero mais explicar
Essa assepssia de vida constante,
E essa sina que tenho de errar.
Pois sou tantos sentimentos a todo instante
Que me defino por acabar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vezes.



E quando eu precisar sofrer
Que seja no mesmo silêncio do teu sono
E que no meu soluço
Você não encontre os meus medos
E sim a sina de me amar outra vez
E toda vez que o amor acabar,
Renasça de novo
Tão vivo quanto a chama do fogo que se desfez.

E se do velho sempre vier o novo
Eu amarei sempre com o corpo e a limpidez
Não com a mesma intensidade,
Mas sim com a mesma alma, vida e vontade
De sentir tudo mais uma vez.

domingo, 22 de agosto de 2010

Inconstante


Hoje mais do que nunca
Preciso de você aqui
A dor do esquecimento
Queima dentro de mim
E sinto que verei tudo acontecer outra vez

Mesmo que as palavras tentem contestar
O tempo convence até o mais teimoso dos corações
Mas o meu, é feito de nuvens
Raios e trovões.

Vejo que seus olhos estão me dizendo adeus
A um longo prazo de partir
É assim para me ver sofrer
Antecipadamente antes de ir.
Acostumar-me a ganhar
Mas jamais perder
Sou um ser humano que não aceita sofrer.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Revolta


Com vocês eu aprendi,
A mentir sem me importar
Com a dor de quem vai sentir
Ou quantos vou ter que machucar.

Com vocês eu aprendi
Que a ferro e fogo se destrói
Eu não tenho motivos
Pra tentar me recompor
Todos olham como me visto
Mas nunca podem ver além
Além daquilo que existo
Me julgando ser ninguém.

Meu sentir e meu pensar
Poderiam valer mais
Se pudesse me expressar
E dizer o que convém.

Passagem



Alguém sabe me dizer,
Alguém sabe ?
Até que ponto se mede loucura dos braços da realidade?
Alguém me diz por que, o amor de verdade
Pode doer tanto quanto a saudade?
E se não for pedir muito
Me conte segredos de estrelas mortas
Me guiando os passos entre ruas tortas
Ou me deixe na memória.

E se souberes me dizer
O final feliz de uma história,
Feliz é aquilo que se tem fim ?
Sorrisos de corações opostos se atraem ?
Ou se repelem pra nunca mais amar.

Decisão



E quando eu descidi amar
De corpo e alma
Me deixaram só.

E quando resolvi viver meus sonhos,
Muitos me fizeram morrer
E tudo que havia por dentro,
Começou a se desfazer
Hoje, já não me contento
Minhas nuvens são imaginárias.
E nada me faz tanto sentir
Quanto essa solidão que abranda a'lma.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Fragmento



Me desculpe,
Esta força não tenho mais
De olhar dentre tantos olhares
E fingir que todos são iguais

De buscar essa paz
Da qual até hoje só ouvi falar
Mas não senti uma ansia de que ela possa existir
Em algum lugar

Vou pedir a redenção
Dos dias que ainda não vivi
Não tenho menor intenção de continuar aqui.
Não há mais nada à se fazer
Cortar os laços entre a vida
E deixar de ser.

(Não estou querendo continuar
É cada vez mais dificil entender
O carinho que não tenho
E toda essa ausência
Preenchendo o teu ser
Todas as palavras
Poderiam se perder
Mas jamais um sentimento
Irá se perder
E se pensar em desistir
Pensa nesse amor
Que sinto por você)


Jeh Souza

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Desfeito



Eu sou a utopia
Mas incestuosa que vx criou
Por que me faço e me desfaço
De acordo com os teus sonhos

E cada vez que eu morro
Um abismo se forma entre mim
E tudo vai vagorosamente fugindo...
Eu nunca sei ao certo para onde estou indo.

domingo, 8 de agosto de 2010

A carta das almas


E morreram as minhas palavras,
Mas não ouse rouba-las de mim
E se forão todos os sentimentos
Mas não me roube este resquício de amor
E tudo o que me resta desta sombra
Que me contorna, formando o que eu não sou.

"Felizes são aqueles, que conseguem ou conseguiram viver,
Todos os seus dias não deixando de ser, tudo aquilo o que realmente eram ou ainda são.
Pois até mesmo o que não é do homem, ele cedo ou tarde ele corrompe."
ps: (A alma)

Imperfeita pra você



Nada mais que imperfeita
Essa visão embaçada
Que eu levo deste mundo,
Aonde sou desfeita
Em pedaços
Desse barro do qual me fundo
Destes olhos tão profundos
Dos quais vou levar
Essa esperança
Alheia que em meu peito não quer morar.


Cansei de esperar
Por tudo que não vêm
Correr atrás desses sonhos
Embora ele mesmo me mantém
Não tente concertar
O que ja se perdeu
O Tempo não vai parar
Pra mostrar se o erro foi teu.
E quando todos fecharem os olhos
E a cidade adormecer
Você perceberá
Que só há eu e você
Nesse caminho tão vazio
Onde eu construi
Sonhos sobre todas as ruínas
Pra você destruir.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Leve desespero


A realidade da qual eu fujo
Encontrei hoje de repente
Nos teus olhos,
Levemente fluindo
Como as palavras
Que naquele momento não consegui dizer

Se for embora
Se tudo apenas desaparecer
Talvez isso me faça entender
O que há por dentro de você.

Sem querer repetir
O dia que morreu.
E resgatar do inanimado
a esperança que guardei.

"Queria entender, por que se apaixonar tantas vezes
de maneiras tão diferentes, pode ser algo mais doloroso
do que morrer por um único amor por toda a vida, eu tinha um único amor,e
acho que ainda o tenho, e ele me tem, ele lê minhas palavras
minutos depois invade o mesmo lugar onde estou, ele me olha e
me ama pelos olhos e pelo coração, e só eu e ele entendemos esse estranho amor.
Tenho certeza que palavras não podem mais; nem ajudar ou atrapalhar,
pois ele irá sempre me amar à sua maneira, entre seu silêncio e o seu olhar atingindo
o meu olhar, a vítima naufraga entre nos dois é mesmo este amor."

Jeh Souza.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eu não sei mentir



Eu não sei mentir
Cresci na verdade
Sofri com muitas realidades,
A não ser que seus olhos me impeçam de seguir
Eu mesmo assim não saberei mentir
Se teu abraço me pegar surpresa,
E na maior de todas as ausências
Eu precise mais que nunca.

Eu não saberei confudir,
A relação entre os dois mundos
Paralelos entre si, no qual decidi viver
Olhando você tão distante de mim;
De fato, não saberia mentir um sentimento,
Também não entregaria tão facil assim o ouro
Que eu sei que procuras nas minhas palavras,
mesmo sem saber quem eu sou.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Tempo


Meu tempo
Aquele se foi
Que está aqui,
Descubro no teu sorriso
O que me resta descobrir.

Tempo...
Meu, seu e de mais ninguém
Não te quero além do meu desejo
O de estar perto por todo (tempo).

O mais nostálgico possivél
O mais infinito abrigo
Das memórias que já não existem mais.
Tempo, nem lua ou firmamento
Resiste tanto quanto foste a chama
Mortal aquele que ama
Ou somente se entrega
Vencido.
Tempo teu mistério somente tu guardas
No berço de onde nasce o vento.