sexta-feira, 27 de abril de 2012
Resposta do poeta a carta
Te garanto que transmuto
Entre os fins e o itinerário
Se fosse tão parvo assim
Seria mais vulneravél parecer -se comigo
E vagar pelo universo
Sou poeta triste, feliz, livre e paralelo de mim
Minha amiga morte
Disse que ao nascer tenho sorte
Por estar abaixo do sol
E com a mente na lua
E tu que é amarelo
Ouve rezas pagãs e diz amém
Tu que escreves de mim
Sem se dizer quem te ensina a viver
Se não for a vida
Não irá sofrer,
Muito menos aprender
como aprendi.
Querendo bater de frente
Comigo pobre coitado!
Não sei amar
Mas ainda te observo
Indignado com tanta
Monotonia que já perdi a rima do verso.
Carta ao poeta
Bem que você me disse
Que poeta sabe mentir
Se não esta se faz triste
Só pro verso sair
Se feliz fica desiste
De tentar exprimir
Se reprime escreve
Até que desiste de si
Desiste e engana a si próprio
Triste é acordar
Pensar ser sábio
E do nada transmutar pelo imaginário
Pois poeta não sabe amar.
Velhos lobos
Hoje parecemos duas crianças
Lembrando e rindo de nós mesmos
Hoje apenas a temperança
Faz de nós
Velhos marinheiros
Náufragos de areia
E sempre tão vazios de mar
Se sentisse aquela velha energia
Teria coragem de repaginar a antiga vida
De viagem por viagem
E voltar ...
Voltar essa ampulheta
E ver que faria de novo as mesmas coisas...
Se este mundo não é mais meu
Quem me pediu pra abrir os olhos
e parar de sonhar?
Se nada está como era pra ser
Mesmo velho marinheiro nesta vida sóbria
Prefiro não mais acordar.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Calçadas de manhã
Perdi a noção rumo as beiradas
Dessas velhas e longas calçadas
Que por muito tempo andei
O fato e que mais nada me lembra
As histórias que sem querer deixei
Que fossem acontecendo
Andando automaticamente
E depois virar robô de mim mesma
Ser atropelada por lembranças assim
Tão passageiras ...
Por essas calçadas mudas
Repleta de possas nuas de verdade e amizade
Todas juntas indo pra escola...
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Pés no chão
Entre esse querer e a razão
Fecho os meus olhos um segundo
E sinto falta dos pés no chão
Se amanha já não importasse mais
Tanto faria se eu vivesse olhando pra trás
Ou não
Dando meia volta
Em todos que me esqueceram
Dizendo o que eu não disse
Apenas vivendo
Vivendo um ontem que não faz sentido
Mais, espera!
E o coração?
Aquele que se quebrou
Virou sombra, escuridão
Ah, esse não volta nem pede perdão.
Toda água dada, secou em vão.
E assim eu acordo
E torno os pés no chão.
Estrofes pra você
As coisas podem não ir bem
O dia pode não me sorrir
Mais não vou deixar de ir além
Das montanhas que quero ir
Quero estar no vazio
Sem faze - lo deixar de ser
Quero pertencer ao frio
E no seu abraço me aquecer
Mergulhar em rios sombrios
Com medusas sem poder
Apenas cantando
Estrofes sem sentido
Pra você não entender
E assim moço
Eu vou te desenhar
Tão sereno e disposto
Que em tuas mãos irei tocar
Mas com toda a fumaça
Seu semblante a sorrir
vai aos poucos se afastando de mim.
Eu odeio despedidas
Mal escritas assim ...
terça-feira, 24 de abril de 2012
Árvore
De tanto esmero
A esperar, árvore
Como consegue me preencher
Em tanto meio e fim?
Se outono cair em mim
Eu ainda te verei bela,
Olhando junto a mim
A tarde dizer tchau.
De tanto te olhar
Casei mil vezes
De tanto te respirar
Suspirei exausta e fui dormir.
Mais com o vento
Tuas folhas finas
Se estremeciam sobre mim.
Certa Tristeza
Me desculpe pois sou triste.
Tenho essa ausência de não ser
Me desculpe se existe
Algo que nunca poderei ser
Me desculpe mais sou triste
Nasci no ato de morrer
Na impureza de ser frio
No deserto âmbito de ser
Algo que meramente existe
E aos poucos deixa de ser
A maior tristeza que existe
Um buraco no amanhecer
Me desculpe mais sou triste
E nada mais pudera ser.
Me desculpe mais sou triste
Nasci no ato de morrer
Na impureza de ser frio
No deserto âmbito de ser
Algo que meramente existe
E aos poucos deixa de ser
A maior tristeza que existe
Um buraco no amanhecer
Me desculpe mais sou triste
E nada mais pudera ser.
A ultima vez
É a ultima vez que vou chorar
Sem ter o por que
Prometer amar e no final sofrer
É a ultima vez que deixarei a lágrima correr
Por um amor que não me faz viver
Normal
Eu te esperei por tanto tempo
Agora tudo é tão perfeito
O seu sorriso, todo teu jeito de me amar
As horas passam todas iguais
Nada tão fora do normal
Eu fico apenas a te esperar
As vezes em segredo
Tento esconder o medo
De ver longe de mim
Só de te ver partindo
Todos os sonhos fugindo
E não sobrar nada pra mim
Por que sem você
Nada faz sentido
Cada segundo seria o mesmo
Pois sem você
Eu sinto, que não há outro jeito
Que me faça querer voltar a viver
Pois só com você
Eu sei que consigo ser
Eu mesma.
Eu mesma.
Tentar
Fechar os olhos e não acordar
Sentir o vento e não estremecer
Sentir amor e aos poucos
Ir ... tentando dizer
Que sinto muita coisa
E não da pra saber
Saber se vai ficar ou passar
Mesmo sem ter pra onde ir.
Sentir o vento e não estremecer
Sentir amor e aos poucos
Ir ... tentando dizer
Que sinto muita coisa
E não da pra saber
Saber se vai ficar ou passar
Mesmo sem ter pra onde ir.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Comigo
Profundamente tocante
Porém impermeável
Não se perfura um coração
Não se escolhe chave
Não se tem razão
Um músico sem clave
E choram todas as quimeras tristes
O outono não se abre
Se vão todas melodias
Elas as lágrimas e seus olhos
Ahh se poesia cortasse
Perfurasse uma sóbria ilusão
De comandar destinos
Em estrofes de canção.
Imensidão
Apenas um instante, é o que queremos
Precisamos, e acabamos de perder
Tudo o que meramente foi nos dito
Nos fazendo crer
Que o veredito escrito
É o único que se pode crer
Eu acredito na imensidão que me corrompe
E é muito, muito grande e distante de mim.
Lados
Desabo em mim
Constante tristeza
Não dá pra te dizer ao certo
Vivo entre o viver e padecer
De dois lados cegos
E tanto faz o meu querer
Ser grande pequeno ou médio
Nunca irá se entender
A excentricidade das paredes insólidas
Do meu estranho querer
E se digo que sinto
Hoje já adormeceu
Se digo que choro
De triste morreu
Todo simplório gesto
Já desvaneceu
Nesse nosso chato plano
De sempre fingir que estamos bem.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Cortinas

Não quero mais que você me encontre
Não estarei só
Mais a mim você não consome.
Também sei que não estarás sozinho
Há varias cores em outros nomes
E se fosse fácil ir comprimindo
As dores que você esconde
Por trás de cortinas brancas
Eu ainda conseguiria te ver sorrindo
Levemente fugindo...
domingo, 15 de abril de 2012
Aquele poema

Pra não chorar assim que já me vê fazendo
Não me peça pra amar pela metade
Me virando do avesso
E de dizer que tenho amor
Que sinto dor ou algo assim
Vai batendo muito mais
Esse tristeza dentro de mim
Não há sentimentos iguais ou parecidos
Há sensações remotas ou esquecidas
Mais nunca o que você sente
Um dia será o que eu sinto
E assim vice e versa da mesma ampulheta
Mais poeta não vive sem papel tristeza e caneta
E alguém que nunca vai ler ...
(Aquele poema) ...
Pensamento

Com uma bagagem da qual não consegui
Tentei não chorar ao te ver mentir
Tentei transportar sorrisos e ser feliz
Não optar por ser triste
Mas não consegui
Não consegui amor
Nem mais sinto dor
Palavras não saem mais.
Ai palavras amor!
São tudo e nada,
Nem suor, nem calor
Apenas cala alguém que muito falou
Falou a vida toda e não disse nada.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Cheiro de Moça
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Retroceder

Nos meus olhos
Migrando lentamente pros teus
Apenas me deixe sentir novamente
Um leve desespero de cair
Cair em um sonho bom novamente
Como se a sua presença me trouxesse esperança
Vamos vencer e fazer o tempo ceder
Cair nu ao chão
Vamos retroceder os sorrisos
E na soma um dia teremos mais risos do que lágrimas
Vamos retroceder a loucura e enterrar a razão
Vamos unir duas metades pra ter um único coração.
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