terça-feira, 17 de maio de 2011

Poema de espera

Não diga mais a verdade
Tire seus olhos da janela
Toque mais uma vez aquela música
Só pra tirar a solidão do peito.

Não há mais nada aqui
Que me lembre você
Você pode por favor sentir saudade?
Pois não consigo deixar de ser
Até eu mesma.

E eu vou te amar baby,
Em cada inverno
E dentro de mim
Nossa música vai tocar...
Bem devagar, amando seus passos
Seu toque, seu sorriso
E como tudo que você faz,
Tão perfeito.
E eu vou te amar baby,
Sem tirar meus olhos do passado
Onde você não ia embora jamais.
E eu vou te amar ...

Tempo remoto


Já não são mais como antes,
As flores,
As dores,
Os amores e os amantes.

Já não são mais como antes,
Os diamantes,
A cartomante,
A aflição,
Ou a intimidade.

Já não são mais como antes,
As sacadas,
As festas,
A liberdade.

Já não são mais como antes;
Os filmes
os feriados;
E as fotos antigas
Dos amigos de verdade.

Pai, tudo isso em branco e preto?

Eu não me importo



Eu não me importo
Se apagarem as luzes
E assim, eu deixar de te ver
Pois te sinto a cada instante.

Eu não me importo se o dia se romper
E a noite tomar conta de todo o nosso ser
E eu não me importo, se tudo terminar
Sem flores.
Se morrerem ao menos as dores
Se não houver lágrimas de saudade
Se em algum lugar com felicidade
A manhã venha a ficar cinza.

Eu não me importo de deixar
De comemorar toda a vida e alegria
Ou alguém quebrar as horas
Com as cordas da rotina.
Eu te garanto, nada vai me importar
se mesmo assim eu estiver em sua companhia.

O silêncio



Devagar o silêncio vai
Invadindo o espaço
Desatando o laço
Rasgando a pele, a noite vai...

Uma estrela cai,
E o silêncio a abraça.
No vazio da praça
De repente o silêncio cobre.
Tecendo todo fio de linha
Da ponta da esquina.

Ao centro da estrelinha
Se desenha um céu
O silêncio rasga o papel
E de repente não mais
O silêncio se faz teu seio
Meu único amigo.

Ele



Certo dia ele vai voltar
Pra aquela garota que cansou de tanto amar
Talvez você não saiba
O quanto ela chorou
Por querer ser amada também...
Um dia ele vai voltar
Com vontade de amar
E verá em seus lábios
A razão de querer viver
Sem ter que tornar isso um jogo
Então não se esquecerá
Olhe para aquelas garotas
Elas não são o que você procura
Nem o salto alto delas te conquista.
Se você puder voltar
Compraria sorrisos.

Um dia ele vai pedir
Pra ver seu sorriso
Outra vez, e mais uma vez
Não será tarde demais.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quando



Ai mãe! e só o tempo vai dizer.
No que podemos acreditar,
Em quem amar,
Ou quem vamos ser...

Quando eu crescer vou voar
Mergulhar, em ondas me perder
Ai mãe, só pra esquecer um pouco do real.
Escrever sobre estrelas
Pois dessa vida nada levarei
Sem ser a memória
Então escreveria minha história
Sobre a propagação da luz e do som
Das vozes que ouvi, das primaveras que vivi
E do outono que contei as folhas no chão
Das conversas em vão, e os apertos de mão
Onde levei cada suor ao seu tempo.

Continuo


Eu estava vendo tudo acabar,
E me cansei.
Do fim pro começo,
Do começo pro fim.
Tudo com os mesmos gestos
As mesmas palavras, passos, pessoas, e lágrimas.
Pura e seca.
Intensa e sem cor.
Eu cortei a pele, e senti calor
Eu vi o inverso
Procurei no verso.
Então abri a minha janela
Abri os olhos, e o coração.
Tudo acaba, por começar.
E só de pensar já vivi,
E só de ver começar, já sei o fim.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Poema de inverno



Eu quero esquecer
Desta outrora divina de amanhecer
Em cada história
De abrir um sorriso e ir embora.

Eu quero esquecer
Destas lágrimas céticas
Das janelas abertas
Do que joguei fora
Joguei fora tanta lembrança,
Na cor de esperança
De um dia viver
Viver simplesmente
Alegre envolvente
Sem nunca me esquecer.

"Quando eu choro por você, talvez faça valer a pena chorar
Quando eu vejo o tempo que passou
Eu vejo que tão pouco tenho pra amar, menos pra dizer, e tão quanto mal aproveitar
As estações passaram, e nós nem pudemos contar as folhas que cairão no chão
Temos tão pouco sorriso escrito nesse quadro de solidão."