segunda-feira, 17 de junho de 2013

Musas


Só agora paramos de contar estrelas
Deixe o céu descansar em paz
Não há mais como conte - las
Lagrimas e estrelas que aqui jaz.

De uma grande alma com peito aberto
Comprimindo o ar pra não mais respirar
De um pequeno coração desejando apertado
Dormir e não mais acordar

Deixe que a magia se faça valer
Eu não queria e nem pediria mais do que pude ter
Deixe o encanto no entanto ser e desvanecer
Dançando as estatuas desse jardim
Que quando tudo não mais existir
Eu ainda terei seu sorriso tardio
Em um crepúsculo que congelei
Vitima de um sentimento vazio.

Assim no meio de um âmbito deserto
Construirei musas de concreto
Para tudo se amar e se esquecer
Tão fácil e simples como não mais respirar.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Outrora


É sempre em mim essa ausência
De contentar se por tristeza ou felicidade
E sempre há nos teus braços
Tudo o que procurei em um mundo que inventei lá fora

Com seu sorriso,
Em silêncio
Meu coração cantava uma canção de outrora
E nada mais jazia triste
Todos os móveis dançavam em seu lugar
E nada nunca mais foi triste
Desde que vi você chegar.

Uma leve loucura existente
Despertou me pra um agora
De uma nuvem tão passageira
Que de brisa deixei voar
Deixei enlaçar me em uma história
Que não pretendo acabar

Nunca uma canção de outrora
Irá tanto me encantar
Quanto móveis, e tulipas a balançar
Sou poeta triste, não aprendi a amar matéria
Pertenço ao ilusório abstrato de não pertencer
A nada mais que um sentimento
Que possa aos poucos desvanecer
E dormir sem palavras nas nuvens de um olhar...