segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Poesia do Hoje


De repente era o depois
Que se desmanchou em rosa
Já não era tempo de ser dois
Como somos em um agora

De repente era só cor
E se desmancharam as rosas
Já não era mais tempo de amor
Já era poesia de outrora

De repente o céu passou
E sem ter estrelas lá fora
O poeta encerrou a poesia do agora

E eu escrevo uma canção de ontem
Eu vivo de lembranças e sorrisos
Mas já não era tempo de ser dois
Eram pássaros livres eternamente fugindo...

De repente, já não era mais tempo de amor
E assim sem rosas
Tudo ficou tão sem cor ...


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Na beira da praia


Havia um tempo já sentados na areia
Ele e eu perdidos nas estrelas caídas
E lá no fim de uma certa e escolhida escuridão
Estaremos para sempre
Em tamanha profundeza
Negligenciando a própria natureza
Relutando a fuga e ao amor

Todos os fantasmas
Todos os perfumes
Todos os problemas
Esquecemos a dor.
Não pude perceber
Aonde um de nós começou a se perder.
Não ouço mais o barulho do mar
Não ouço mais se quer uma só voz
Não nos resta mais nada além de tentar
Preencher esse vazio entre nós.