É tempo de além
De ir além de sorrisos
De sombras ou qualquer gesto
Que me acometa a atos velhos esquecidos
Eu sempre de olhos abertos
E coração triste emergindo
Em águas calmas tão inertes
Em perfumes enobrecidos
Que de bêbado se entorpece
Na noite dos adormecidos.
E não sobra mais história
Para velhos livros vendidos
E de que nos serve a memória
Se são tempos de sorrisos?
