segunda-feira, 6 de abril de 2015

Tempos


É tempo de além
De ir além de sorrisos 
De sombras ou qualquer gesto 
Que me acometa a atos velhos esquecidos 

Eu sempre de olhos abertos 
E coração triste emergindo 
Em águas calmas tão inertes
Em perfumes enobrecidos 
Que de bêbado se entorpece 
Na noite dos adormecidos. 
E não sobra mais história 
Para velhos livros vendidos
E de que nos serve a memória 
Se são tempos de sorrisos?

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