terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A morte do mar


Tão velha quanto as ondas do mar
É a profunda escuridão de um olhar
Desse velho navegador solitário
Que chora ao vazio, triste itinerário
Eu não escolhi ser marinheiro
Eu não escolhi beber e chorar o mar
Eu queria apenas um destino a chegar
Sem viver a deriva de sentimentos
Que me levaram contra o mesmo vento
Que um dia me ajudou guiar,
Este coração tão velho de madeira
Estes olhos que viu muitas sereias
Hoje estancados de memória e areia...
A morte não é triste caro irmão
O que vem é conformação
O que dói mesmo [é viver a esmo]
De uma infindavél imensidão...

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