sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O fim do poeta


Deixei as palavras dormirem no meu peito
Deixei adormecer o sentimento
Mais o tempo foi suspeito
E não pude condizer

Triste é aquele que só ama
E tem medo de sofrer
Sofrer de solidão
É se escutar por dentro

Pobre do poeta
Que perde a solidão do peito
Só escreve frases tortas
E poemas sem nenhum direito
Começa uma história
E nunca a revira do avesso.

Auto egoismo


Deixei soar por tanto tempo
No meu coração
Vários sentimentos
Invasão, não é literalmente invadir
É abrir uma porta alternativa
E se auto permitir

E de pensar que esqueci de mim
Por um certo tempo viver em função de te fazer sorrir
E nem é tanto assim esse meu precisar, de alguém
Se bem me esqueci, mais recordei
Que tenho a mim
E mais ninguém vai conseguir
Me separar assim tão cruelmente
Dessa consequência me pertencer
Tão certamente a mim.