sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O fim do poeta


Deixei as palavras dormirem no meu peito
Deixei adormecer o sentimento
Mais o tempo foi suspeito
E não pude condizer

Triste é aquele que só ama
E tem medo de sofrer
Sofrer de solidão
É se escutar por dentro

Pobre do poeta
Que perde a solidão do peito
Só escreve frases tortas
E poemas sem nenhum direito
Começa uma história
E nunca a revira do avesso.

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