quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A isso



Morreu então a ideia de um novo coração
Morreu o amor
A garota
Os copos de leite e lírios no chão

Quando não mais havia esperança
No fundo se ouvia uma canção
Hoje mais nada ela quer.

Tão triste e dormente o quanto possa ser
Não é menos da metade do que ela poderia conseguir
Talvez com um falso sorriso
Um falso socialismo consigo mesma
Mais cansa
Contenta se a criança
Com um falso destino
De para sempre ser criança
E trilhar um só caminho
No fim é menino
Que na chuva pode correr
Tudo isso aqui é valido
Só não pode a esperança morrer.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Esperança


Estes olhos que já foram tristes
Não se cansam de esperar
Além da montanha que existe
No topo de uma certa distância
Quando criança
Sempre eram bons tempos
Sempre sopravam bons ventos
Boas estrelas de temperança
E os olhos tristes pequenos
Sorriam em cada lembrança
Se adulto ou ainda criança
No coração, sem querer de novo, deixei nascer
A tão conhecida esperança.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Acaso


Mais uma vez
Não permiti você me ver chorar
Mais uma vez vamos fingir sorrir
Ao se encontrar
Em um silêncio abrasador comum

Mais uma vez você vai tentar encontrar
Motivos pra nos fazer acreditar
Que podemos ser apenas um

Eu não faço mais canções
Nem pra mim, nem pra você
Você nem se deu por perceber
Que nós dois, já não há mais
Se houvesse poesia
Se houvesse um refrão
Não seria pra você
Nem falaria de nós dois

Vivemos tantas coisas
E outras deixamos pra depois...

Inveja


Acostumei me então a olhar pra trás
Procurando fantasmas e sorrisos
Que já nem existem mais
Anseio alheio de querer o que passou
E nunca se contentar com o que já se conquistou.

Piratas


Sei que você a noite descalço
Nas noites de maré cheia
Passeia assombrada
Escreve meu nome na areia
Apaga com os pés
Encara lua

Tão minha, tão nossa, tão sua.
Então a beira mar vamos enterrar
Todo esse ouro
Um velho tesouro que não se deixa morrer
Ai de todos os piratas
Que o tentarem fazer valer.