segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Moço

Hoje um moço lindo de coração oprimido tocou pra mim
Em uma sala surda, para uma garota muda
De coração sem fim
Há quem diga que todos os nós atados
Não são desamarrados
Por almas perdidas
Almas desconhecidas
Olhares opostos
Mais atrativos pra quem gosta de errar.

Hoje um moço lindo
De coração proibido
Tocou meu libido
E me fez não querer mais
Dias de chuvas
Ou dias de sol.

Hoje o que sinto
Não tem como dizer.

Hoje ele roubou todo meu ser.
Hoje a nota mais aguda do seu violão
Me faria morrer
Morrer e cair no devaneio do seu cantar
E na tuas doces palavras terminar
Mas nunca sendo meu.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Escudo


Já me auto enganei tantas vezes
Tentando moldar um sentimento inexistente
Já camuflei tanta dor
Que com o tempo me fingi resistente
Mas quando se trata de amor
Ainda estremeço friamente

Tantas mentiras que foram verdade por um tempo
Que passei a deseja-las como tal
E quando verdadeiras me feriram
Hoje não me atingem mais.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

conceito


"Cansei de ler tantas coisas óbvias escritas
Vou auto descrever as coisas apenas com o pensar."

J.S

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Eu em singular intimo



"Eu sou tantos pedaços de confusões
Que quando me fragmento
Só o tempo sabe improvisar
Novas faces pros meus dias."




Á tudo e todos

E se o fracasso fosse tudo
Mesmo assim eu ainda não teria a vitória
Sendo mesmo assim que desisti
Somos muito mais do que pensamos
Mais algo nunca me deixa acreditar
São dois pontos de horizontes distintos
São várias idas e vindas
Sem nenhuma bagagem da qual eu possa
Dizer a mim mesma:
- Olha valeu a pena.

Á tudo aquilo que me derruba
Eu dou uma pedra
Pra que um dia ao me ver vencer
Se aumente o peso da pedra ao da minha vitória
Á todos aqueles que me julgam
ser algo autenticamente desconhecida
Eu agradesço por indeterminadamente admitirem que sou única
Á todos os que não souberam me amar
Deixo meu olhar, uma foto como lembrança
Lembrança de lágrimas desmerecidas, mas que o tempo
Cuidou de secar.
Á tudo que me desencoraja
Deixo a minha teimosia tatuada na carne
Pra que todos sintam que eu nunca vou parar de tentar.