terça-feira, 4 de junho de 2013
Outrora
É sempre em mim essa ausência
De contentar se por tristeza ou felicidade
E sempre há nos teus braços
Tudo o que procurei em um mundo que inventei lá fora
Com seu sorriso,
Em silêncio
Meu coração cantava uma canção de outrora
E nada mais jazia triste
Todos os móveis dançavam em seu lugar
E nada nunca mais foi triste
Desde que vi você chegar.
Uma leve loucura existente
Despertou me pra um agora
De uma nuvem tão passageira
Que de brisa deixei voar
Deixei enlaçar me em uma história
Que não pretendo acabar
Nunca uma canção de outrora
Irá tanto me encantar
Quanto móveis, e tulipas a balançar
Sou poeta triste, não aprendi a amar matéria
Pertenço ao ilusório abstrato de não pertencer
A nada mais que um sentimento
Que possa aos poucos desvanecer
E dormir sem palavras nas nuvens de um olhar...
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