quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Passageiro



Hoje eu me ausentei de mim mesma
De uma maneira que nunca imaginei
Hoje procurei os teus olhos
Em um lugar onde eles nunca existiram
Mas a certeza de tudo aquilo que eu sei
Ainda me bate dentro de mim
Me soca o peito
Minto apenas para eu mesma.
E de nada me faz efeito.

Eu hoje me sinto viver
De uma maneira da qual não sei dizer
Se a lágrima que vi era verdadeira
Ou se foi mais uma que forjei querer,
E que não precisarei de um segundo se quer
de vida para que possa pensar sobre o que é viver.

Querer acreditar que tudo é efêmero
Querer deixar de ser de corpo inteiro,
Me resta ruínas do que não tenho
A alma completa o que não tem recheio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário