Pobre de mim que sou covarde
Temo esse amor a mim mesmo
E que não seja tão tarde
Para aceitar o que não tenho
Compre toda minha liberdade
Preencha me com recheio
Tome de mim a lealdade
Mais nunca o que eu fui
Poeta pobre
Jornalista de folhetim
Mas integro de verdade
Que cada um tem pra si
E se por ventura, tento lhe dizer
As más bocas dizem:
- Lá vai ele, amarelo
Vagabundo, bêbado polichinelo coxo.
Quem mandou sair pro mundo?
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