domingo, 24 de novembro de 2013
Escritas inertes
Hoje eu escrevo pra você
Eu, tão inconstante e imerso dentro de mim
Que aos poucos me faz dizer que sim
Que não vou me cansar de seguir esse rio que corre
Percorre minhas veias
Muda seu curso
Invade minhas vontades
Me inunda por inteiro.
Eu, que tenho guardado aqui dentro
Desde que nasci, esse imenso buraco no peito
Solidão indubita
E uma vontade de mesmo assim continuar
Hoje, eu escrevo a você
Baú imperfeito de sonhos
Coberto pela minha coleção de fantasmas
Que mesmo com os olhos abertos no escuro
Ainda insisto em ver, e não esquecer
Em cima dessas lembranças todas
Construo uma escada
Uma pequena ponte
Onde só eu sei passar
E vou deixando entre fantasmas
Rastros de sonhos
Desejando um dia alcançar.
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