quinta-feira, 3 de abril de 2014
Teu olhar
Sinto arder na pele
Esse simples olhar teu
E como me dói a poesia barata
Tão gasta e fasta de palavras ateu
Eu não sei se me refaço de novo
Ou morro em outro adeus...
Só sei que me arde ao lembrar
Cada novo antigo beijo teu
Se marinheiro de primeira viagem fosse eu
As penumbras velejantes a abordar os náufragos
Nada menos seria que um abraço teu...
Que me esconde da luz, e me abrasa o centro da terra
Sou uma pequena fera, a dormir inquieta no colo teu.
E que de acreditar na sua vez
Me dê por três, o direito de escolher
Se vivo de amar ou morro por viver
As retumbantes palavras
Pra tentar te convencer
Que é simples teu olhar
E só por ele me basta te querer.
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